A polêmica mudança nos relógios que adiantava os ponteiros em uma hora durante os meses mais quentes não deverá retornar ao cotidiano dos brasileiros em 2025. O horário de verão, que tinha como objetivo primordial reduzir o consumo de energia elétrica, foi descontinuado em 2019 e não há planos para sua retomada.
A medida, implementada historicamente para otimizar o uso da luz natural durante o período de maior duração dos dias, perdeu sua eficácia com a mudança nos hábitos de consumo da população. O governo federal, após estudos técnicos, concluiu que os resultados esperados não justificavam a alteração.
O Ministério de Minas e Energia (MME) identificou que o pico de consumo de energia, atualmente, concentra-se nas tardes, impulsionado pelo uso massivo de ar-condicionado e outros sistemas de refrigeração. Esse cenário, agravado pelas ondas de calor intensificadas pelas mudanças climáticas, deslocou a necessidade de atuação para outros horários.
Tradicionalmente, o horário de verão abrangia os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Distrito Federal. A mudança nos relógios ocorria no primeiro domingo de novembro e se estendia até o terceiro domingo de fevereiro. O objetivo era diminuir a concentração do consumo de energia entre 18h e 21h.
De acordo com o MME, a medida buscava promover um “achatamento” da curva de consumo, aliviando a carga sobre as linhas de transmissão, subestações e sistemas de distribuição de energia. Contudo, a realidade atual demonstra que outras estratégias são mais eficientes para garantir o fornecimento e o uso consciente de energia elétrica no país.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






