A batalha judicial pela herança de Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, avaliada em R$ 15 bilhões, ganha um novo e dramático capítulo. Saul Klein, um dos filhos do falecido empresário, alega ter descoberto que sua irmã, Eva Lea, foi judicialmente declarada incapaz nos Estados Unidos, onde reside.
Segundo Saul Klein, essa informação crucial teria sido omitida nos tribunais brasileiros durante o processo de inventário. Ele afirma que, apesar da interdição, Eva Lea assinou documentos considerados fundamentais para a divisão dos bens, o que levanta sérias questões sobre a validade desses atos.
Diante dessa revelação, Saul Klein solicitou à Justiça brasileira a imediata intervenção do Ministério Público (MP) no caso. Ele argumenta que a presença do MP é indispensável, uma vez que a questão envolve os interesses de uma pessoa considerada incapaz. Segundo a petição de Saul, a ausência dessa providência pode levar à nulidade do inventário.
A petição encaminhada à Justiça questiona também a conduta de Michael Klein, irmão de Saul e Eva, e dos advogados que representaram Eva Lea. Saul Klein busca esclarecimentos sobre o conhecimento e a responsabilidade de cada um em relação à interdição e à assinatura dos documentos.
Saul Klein destaca que a interdição de Eva Lea foi definida pela Justiça americana em 2019, em decorrência de uma demência frontotemporal. A decisão a impede de cuidar de suas necessidades pessoais, financeiras e de saúde sem assistência. Além disso, Saul alega que a incapacidade de Eva já era administrada desde 2015, questionando a validade de documentos assinados desde então.
Em comunicado, a assessoria de Saul Klein esclareceu que o objetivo não é anular o acordo de herança, mas sim promover uma rerratificação. Eles alegam que Michael Klein tem deliberadamente obstruído o processo em detrimento de Saul, inclusive mantendo congelado um pagamento de R$ 260 milhões referente à apuração de haveres desde 2015.
A Justiça negou o pedido de audiência conciliatória feito por Saul Klein, mas determinou a intimação dos demais herdeiros para se manifestarem sobre o caso. Posteriormente, o Ministério Público deverá se pronunciar, considerando a interdição de Eva Lea. Até o momento, os representantes legais dos herdeiros e os escritórios de advocacia mencionados não se manifestaram.
Fonte: http://www.metropoles.com






