Israel iniciou a deportação de ativistas que integravam a Flotilha Global Sumud, após interceptar mais de 40 embarcações que se dirigiam à Faixa de Gaza com o objetivo de entregar ajuda humanitária. Quatro cidadãos italianos já foram deportados, enquanto os demais ativistas detidos aguardam o mesmo procedimento, segundo informações divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores israelense nesta sexta-feira (3/10).
O governo israelense classificou a ação da flotilha como uma “provocação Hamas-Sumud” e informou, por meio da rede social X, que está trabalhando para encerrar o episódio e deportar todos os participantes. A interceptação da flotilha ocorreu na quinta-feira (2/10), quando as embarcações se aproximavam de Gaza com cerca de 400 ativistas a bordo, incluindo pelo menos 11 brasileiros.
De acordo com o ministério, todos os ativistas estão seguros e com boa saúde. Imagens divulgadas mostram a ativista Greta Thunberg entre os detidos. “Israel está empenhado em encerrar este procedimento o mais rápido possível”, afirmou o governo em comunicado oficial.
O governo israelense justificou a interceptação argumentando que a ajuda humanitária poderia ter sido entregue de forma pacífica e coordenada. “Como Israel, Itália, Grécia e o Patriarcado Latino de Jerusalém declararam repetidamente, qualquer ajuda que esses barcos pudessem ter transportado, por menor que fosse, poderia ter sido transferida pacificamente para Gaza. Isso não passou de uma provocação”, informou o ministério.
Entre os brasileiros detidos estão a deputada federal Luizianne Lins (PT), que divulgou um vídeo denunciando sua detenção como ilegal e autoritária, a vereadora Mariana Conti e o ativista Thiago Ávila. O Itamaraty solicitou a Israel uma visita consular aos brasileiros detidos, conforme confirmado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Fonte: http://www.metropoles.com






