A alta demanda e os preços exorbitantes na Avenida Faria Lima, tradicional centro financeiro de São Paulo, estão impulsionando empresas a explorar outras regiões da cidade. Dados recentes apontam para uma saturação do mercado corporativo na região, com valores de aluguel significativamente acima da média paulistana e uma taxa de vacância extremamente baixa.
De acordo com dados exclusivos das empresas Colliers e Buildings, especializadas no mercado imobiliário corporativo, o preço médio do metro quadrado na Faria Lima atinge R$ 316, com uma taxa de vacância de apenas 2%. Na Avenida Juscelino Kubitschek, a segunda mais cara, o valor médio é de R$ 293, com 4% de vacância. Essa escassez e o alto custo têm forçado as empresas a repensarem suas estratégias de localização.
“A empresa que não precisa estar na Faria Lima acaba olhando outras regiões”, afirma Ricardo Betancourt, CEO da Colliers. Ele destaca um aumento na procura por espaços em Pinheiros e na região da Chucri Zaidan. A falta de novas entregas de espaços corporativos no terceiro trimestre de 2024 e a previsão de poucas adições até o final do ano acentuam esse movimento de busca por alternativas.
Essa busca por novos CEPs corporativos tem direcionado o interesse para áreas como Santo Amaro, Marginal Pinheiros e Itaim Bibi, que apresentam taxas de vacância de 65%, 45% e 33%, respectivamente. Embora o Itaim Bibi ainda possua um dos metros quadrados mais caros da cidade (R$ 257), Santo Amaro e Marginal Pinheiros se destacam pelos custos mais acessíveis, com médias de R$ 32 e R$ 46, respectivamente.
Até dezembro de 2025, a Buildings estima a entrega de 11 novos edifícios corporativos de Classe A em São Paulo, totalizando 560 mil m² de área locável. No entanto, apenas uma pequena parte dessa expansão (107 mil m²) está concentrada na região da Nova Faria Lima, reforçando a tendência de descentralização do mercado imobiliário corporativo paulistano.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






