Citi Propõe Swap Inédito de Dívida para Impulsionar Reconstrução da Ucrânia

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O Citigroup (Citi) está trabalhando em uma proposta inovadora para reestruturar a dívida da Ucrânia, com o objetivo de liberar recursos cruciais para a reconstrução do país devastado pela guerra. A iniciativa, ainda em fase de sondagem junto a investidores, representa uma estratégia ousada do banco para se posicionar em meio ao que se espera ser um dos maiores esforços de financiamento global dos próximos anos.

Fontes familiarizadas com o assunto revelam que a proposta envolve a refinanciação de parte da dívida da operadora estatal da rede elétrica, NPC Ukrenergo, em condições mais favoráveis. A economia gerada seria então direcionada para a reconstrução da infraestrutura energética ucraniana, alvo constante de ataques. O banco iniciou o projeto após a eleição de Donald Trump, com a esperança de que suas promessas de campanha para resolver rapidamente o conflito se concretizassem.

No entanto, o interesse dos investidores tem sido variável, em parte devido à instabilidade contínua no país. “Apesar das repetidas tentativas de Trump para encerrar a guerra, a Rússia respondeu continuando — e até intensificando — seus ataques”, ressaltam as fontes, que preferem não ser identificadas. As discussões futuras de Trump com o presidente russo Vladimir Putin poderão influenciar ainda mais o destino do acordo.

A persistência do Citi em seguir adiante com a proposta demonstra sua determinação em participar ativamente da reconstrução da Ucrânia. O Banco Mundial estima que os custos para reerguer o país podem chegar a US$ 524 bilhões, após mais de três anos de conflito que arrasaram a economia e destruíram cidades inteiras.

Designada pelo Citi como uma “troca de dívida por reconstrução”, a operação marcaria a estreia do banco no mercado de swaps ESG (Environmental, Social and Governance). A iniciativa se junta a esforços similares de gigantes como JPMorgan Chase & Co., Standard Chartered Plc e Mitsubishi UFJ Financial Group Inc., que já atuam nesse setor desde o ano passado. O Citi almeja concluir uma transação entre US$ 750 milhões e US$ 1 bilhão até maio, conforme revelado por uma das fontes.

O Citigroup se destaca como o único banco de Wall Street a manter presença na Ucrânia desde o início da guerra, atendendo cerca de 500 clientes, incluindo o governo ucraniano. A então chefe global de banco do setor público da Citigroup, Julie Monaco, afirmou em junho que o banco vislumbra “muita oportunidade” para negócios na Ucrânia quando o conflito chegar ao fim.

A Citigroup também está envolvida no desenvolvimento de um mercado hipotecário doméstico na Ucrânia, em parceria com a Corporação Financeira Internacional para o Desenvolvimento (DFC), agência do governo dos EUA. A DFC poderá desempenhar um papel crucial no acordo de troca de dívida, oferecendo seguro contra riscos políticos para atrair investidores privados, como já fez em outras nações.

Fonte: http://www.infomoney.com.br