O Bitcoin (BTC) surpreendeu o mercado ao alcançar um novo pico histórico, superando a marca de R$ 670 mil. A valorização expressiva coincide com um cenário global de incertezas, incluindo a paralisação do governo dos EUA, que impulsiona investidores a buscarem ativos considerados como ‘porto seguro’. Essa movimentação, apelidada de “debasement trade” por participantes do mercado, reflete uma crescente preocupação com a possível desvalorização de moedas fiduciárias.
A criptomoeda atingiu o valor de US$ 125.689 no domingo, na Ásia, ultrapassando o recorde anterior estabelecido em agosto. O bom desempenho das ações americanas e o fluxo contínuo de investimentos em ETFs vinculados ao Bitcoin contribuíram para essa ascensão. Analistas apontam que o mês de outubro, historicamente positivo para o Bitcoin e conhecido como “Uptober”, também reforça o otimismo dos investidores.
Joshua Lim, co-chefe de mercados da corretora de criptomoedas FalconX, destaca que o Bitcoin está se beneficiando da narrativa de desvalorização do dólar. “Com muitos ativos, incluindo ações, ouro e até colecionáveis como cartas de Pokémon atingindo máximas históricas, não é surpresa que o Bitcoin esteja se beneficiando…”, afirmou Lim, ressaltando a busca por alternativas em um ambiente de inflação e instabilidade.
A trajetória ascendente do Bitcoin ao longo do último ano também é atribuída a um ambiente legislativo favorável e à crescente adesão de empresas à estratégia de acumulação da criptomoeda. Paralelamente, as ações americanas registraram recordes, impulsionadas por avanços em inteligência artificial, enquanto títulos do Tesouro e o dólar apresentaram queda.
Geoff Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do Standard Chartered Plc, acredita que a paralisação do governo americano tem um impacto significativo no desempenho do Bitcoin. “A paralisação importa desta vez”, disse Kendrick, enfatizando que o Bitcoin está em uma posição diferente em relação a paralisações anteriores, demonstrando uma maior correlação com ativos de risco tradicionais.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






