Brasileiros Detidos em Israel Serão Deportados para a Jordânia Após Interceptação de Flotilha Humanitária

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Os 13 brasileiros que foram detidos em Israel após a interceptação de uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza serão deportados para a Jordânia nesta terça-feira. A informação foi confirmada pela Global Sumud Flotilla, organização responsável pela missão. A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) está entre os brasileiros que serão deportados.

Segundo comunicado divulgado pela organização, os brasileiros cruzarão a fronteira a pé pela ponte Allenby/Rei Hussein, que liga Israel à Jordânia. A previsão é que os participantes cheguem à Jordânia por volta das 12h no horário local, 6h em Brasília. A Embaixada brasileira em Amã já está preparada para recebê-los e prestar o auxílio necessário, incluindo uma consulta médica para avaliar o estado de saúde de cada um.

A flotilha humanitária tinha como objetivo levar alimentos e remédios à Faixa de Gaza, região que enfrenta um bloqueio israelense. Os participantes da missão denunciaram as restrições impostas por Israel à entrada de ajuda humanitária no território palestino. A interceptação das embarcações por forças israelenses ocorreu na semana passada, resultando na detenção dos tripulantes.

Quatro dos 13 brasileiros presos iniciaram uma greve de fome em protesto contra as condições de detenção. Thiago Ávila, Ariadne Telles, João Aguiar e Bruno Gilca estariam há dias sem acesso a medicamentos e sem atendimento médico básico, conforme informações divulgadas pelo grupo. Diplomatas brasileiros visitaram o presídio nesta segunda-feira em uma missão que durou mais de oito horas.

A deputada Luizianne Lins relatou as condições enfrentadas pelos brasileiros detidos em Israel em uma publicação no Instagram. Segundo o texto, os ativistas relataram “condições degradantes, uso de violência psicológica e falta de tratamento médico adequado” na prisão de Ketziot. A publicação informa ainda que alguns dos detidos só receberam medicamentos após pressão diplomática do governo brasileiro.

Fonte: http://www.metropoles.com