A Suprema Corte dos Estados Unidos, com sua maioria conservadora, iniciou sua nova sessão anual sob intensa vigilância. O sistema judiciário americano é visto como a última barreira contra possíveis abusos de poder, especialmente em relação às ações do governo Donald Trump.
A Corte enfrenta um ambiente de crescente polarização e críticas. As pressões vêm tanto da opinião pública quanto de tribunais de instâncias inferiores, que questionam a clareza e a imparcialidade de algumas decisões.
A pauta da sessão inclui temas cruciais e controversos. Entre eles, o poder do presidente para impor tarifas, demitir diretores de órgãos independentes, e questões sobre direitos de pessoas transgênero, terapias de conversão e porte de armas.
Um dos pontos de tensão reside no tratamento dado à administração Trump. Samuel Bray, professor de Direito da Universidade de Chicago, destaca o conflito entre a Suprema Corte e Trump, que tem acumulado vitórias judiciais, e entre a Corte e os tribunais inferiores.
Desde seu retorno à presidência, Trump apresentou um número recorde de recursos urgentes à Suprema Corte. A Corte, por sua vez, suspendeu decisões que limitavam expulsões de imigrantes e outras ações do governo, gerando acusações de favorecimento.
Cecillia Wang, diretora jurídica da ACLU, critica a Corte por, segundo ela, privilegiar o Executivo. Ela considera essa tendência uma “deriva preocupante”, baseada no desejo de aplicar políticas rapidamente.
As tensões se manifestam também na relação entre a Corte e os juízes de primeira instância. Magistrados criticam a falta de clareza nas decisões da Suprema Corte, dificultando a aplicação da jurisprudência em casos concretos.
Em um sinal do impacto dessas tensões, a aprovação da Suprema Corte atingiu um mínimo histórico. Pesquisas mostram uma divisão acentuada entre a percepção de republicanos e democratas sobre a atuação da Corte.
Paralelamente, a Suprema Corte rejeitou um recurso de Ghislaine Maxwell, condenada como cúmplice de Jeffrey Epstein. A decisão, sem maiores explicações, mantém a condenação de Maxwell por tráfico sexual.
A morte de Epstein, enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais, continua a gerar controvérsias. Teorias conspiratórias sobre seu falecimento persistem, alimentadas pela promessa de Trump de revelar informações importantes durante a campanha eleitoral.
Fonte: http://www.metropoles.com






