Um laudo da Polícia Civil de São Paulo revelou a presença de metanol em bebidas alcoólicas apreendidas em duas distribuidoras do estado, gerando preocupação e reforçando o combate à falsificação de bebidas. A descoberta, anunciada pelo secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, representa um avanço nas investigações sobre casos de intoxicação. O governo estadual tem intensificado as ações para identificar e punir os responsáveis.
As autoridades fecharam as distribuidoras envolvidas e suspenderam seus registros, conforme informou o governador Tarcísio de Freitas. “Você confirma que a origem daquela bebida que foi consumida naquele bar, que gerou o resultado óbito, saiu daquela distribuidora que foi fechada e teve o seu registro suspenso”, declarou o governador, ressaltando a gravidade da situação e a necessidade de medidas rigorosas.
A operação policial resultou na prisão de 20 suspeitos de envolvimento na manipulação de bebidas, somando quase metade das 41 prisões realizadas desde o início do ano por crimes semelhantes. Segundo Tarcísio, embora as prisões tenham ocorrido, não há indícios de conexão entre os suspeitos, o que sugere uma rede complexa e descentralizada de adulteração.
Uma das principais linhas de investigação aponta para a contaminação durante a limpeza inadequada de vasilhames com metanol. No entanto, a polícia não descarta a possibilidade de uso intencional do metanol para aumentar o volume das bebidas e obter lucro ilícito, expondo os consumidores a riscos graves.
Diante desse cenário, autoridades alertam a população sobre os perigos do consumo de produtos falsificados e a importância de procurar atendimento médico imediato em caso de sintomas como dores abdominais intensas, tontura e confusão mental. A intoxicação por metanol pode levar à cegueira permanente e até à morte. O Ministério da Saúde registrou 217 notificações de intoxicação, com 17 casos confirmados e 200 em investigação. O governo federal já está distribuindo etanol farmacêutico para auxiliar no tratamento dos pacientes intoxicados.
Para auxiliar os consumidores, as autoridades disponibilizaram canais de denúncia como o Disque Denúncia 181, o site da Polícia Civil, o Procon-SP (Disque 151) e o número da Anvisa (0800 642 9782). A população é orientada a desconfiar de preços muito baixos, observar a embalagem dos produtos e, em caso de suspeita, evitar testes caseiros e buscar ajuda médica imediatamente.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






