Apesar do aumento nas tarifas de importação impostas pelo governo dos Estados Unidos, que impactaram as vendas de carne bovina brasileira para o mercado americano, o Brasil registrou um desempenho histórico nas exportações totais em setembro. O volume embarcado para diversos países superou todas as expectativas, impulsionado pela diversificação dos mercados e o aumento das vendas para a China.
Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revelam um volume exportado de 314,7 mil toneladas em setembro. Esse resultado representa um aumento de 25,1% em comparação com o mesmo período do ano anterior, consolidando o país como o maior exportador global de carne bovina.
“Trata-se de um recorde histórico para um único mês, superando a máxima anterior, de julho de 2025”, informou a Secex em nota. O bom desempenho é atribuído à estratégia de diversificação de mercados, com destaque para o aumento das vendas para o México e, principalmente, para a China, que se mantém como a principal compradora da carne bovina brasileira.
Embora as tarifas impostas por Donald Trump tenham afetado as exportações para os Estados Unidos, os frigoríficos brasileiros conseguiram compensar essa perda com o aumento das vendas para outros destinos. A China, em particular, tem demonstrado um apetite crescente pela carne brasileira, impulsionando o crescimento do setor.
Apesar do “tarifaço” e das tentativas de negociação com a Casa Branca, o Brasil segue buscando alternativas para mitigar os impactos e manter o fluxo de exportações. Recentemente, houve uma conversa entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar do tema, sinalizando a importância da relação comercial entre os dois países.
Fonte: http://www.metropoles.com






