Barroso corrige lapso e reafirma compromisso com o STF em meio a especulações sobre aposentadoria

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O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), protagonizou um momento de descontração durante um evento em São Paulo nesta terça-feira. Ao mencionar seu tempo na magistratura, Barroso cometeu um ato falho, dizendo “fui juiz por 12 anos”, corrigindo-se prontamente: “Fui não, ainda sou”. O episódio ocorreu em meio a crescentes rumores sobre uma possível antecipação de sua aposentadoria, que poderia ocorrer até 2033.

Apesar das especulações, Barroso demonstra permanecer engajado com suas funções na Corte. Após deixar a presidência do STF em setembro, ele assegurou que segue comprometido com o trabalho no tribunal. “Amanhã tem sessão, estarei lá”, declarou ao ser questionado sobre seus planos futuros, sinalizando a continuidade de sua atuação no Supremo. A ministra aposentada Ellen Gracie, presente no mesmo evento, expressou o desejo de que Barroso continue contribuindo para a Suprema Corte.

Durante sua participação no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o ministro compartilhou reflexões sobre sua trajetória e o papel do STF. Ele ressaltou que não se arrepende de nenhuma decisão tomada ao longo de seus 12 anos como magistrado, enfatizando que sempre agiu de acordo com suas convicções. “Não estou dizendo que eu estava certo sempre. Mas eu sempre fiz o que achava certo”, afirmou Barroso, em tom bem-humorado.

Além disso, Barroso abordou o que considera ser um “preconceito” contra a iniciativa privada no Brasil. A declaração veio à tona após críticas à sua participação em um jantar na casa do CEO do iFood, com o objetivo de arrecadar fundos para um programa de ações afirmativas na magistratura. Ele argumentou que interage com diversos setores da sociedade e que a aproximação com o setor empresarial não deveria ser vista com desconfiança.

O ministro também comentou sobre o protagonismo do STF no cenário político brasileiro, defendendo que, embora excessivo, esse papel tem sido fundamental para a estabilidade institucional do país desde a redemocratização. “O protagonismo do STF é excessivo, mas decorre de um modelo constitucional e de uma provocação que vem da política”, explicou Barroso, ressaltando a importância da Corte para a manutenção da ordem democrática.

Fonte: http://www.infomoney.com.br