Lula e Trump ao Telefone: Diálogo Abre Esperança para Empresários Contra Tarifas

CLIQUE AQUI | Avaliação de crédito para produtores rurais. Assessoria para obtenção de financiamentos agrícolas com taxas diferenciadas.

A recente conversa telefônica entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump injetou otimismo no setor empresarial brasileiro, especialmente entre aqueles afetados pelas tarifas impostas pelos EUA. A expectativa é que o diálogo possa reverter ou amenizar as taxas, abrindo caminho para um novo capítulo nas relações comerciais entre os dois países.

Empresários e associações de exportadores, que intensificaram a pressão sobre autoridades americanas nos últimos meses, avaliam que a chamada “diplomacia empresarial” foi crucial. A estratégia buscou complementar os esforços diplomáticos oficiais do Brasil, visando garantir que as discussões com Trump se concentrem em aspectos comerciais, distanciando-se de questões ideológicas.

A influência de figuras como Paulo Figueiredo e Eduardo Bolsonaro nos EUA parece ter diminuído, segundo empresários envolvidos nas negociações. O foco em termos comerciais é visto como uma vitória do movimento empresarial, que incluiu encontros com parlamentares republicanos e membros do governo Trump. A estratégia é um esforço para amenizar a situação.

Um executivo do setor de exportação de proteína, um dos mais afetados pelas tarifas, explica que os preços da carne aumentaram nos EUA devido às taxas. Há uma crescente pressão de importadores americanos para que produtos brasileiros entrem na lista de exceções, argumentando que o tarifaço prejudica os próprios consumidores americanos. Segundo ele, “os Estados Unidos têm hoje um dos menores rebanhos dos últimos 70 anos”.

Outros setores também se mobilizam. Marcos Matos, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cacafé), expressou otimismo em relação às conversas entre Lula e Trump. “Para nós, esse começo de diálogo já ajuda”, afirmou, mencionando o auxílio da National Coffee Association e o impacto negativo das tarifas no preço do café para o consumidor americano. A expectativa é de que mais setores consigam isenções.

Fonte: http://www.infomoney.com.br