Dinamarca Propõe Banir Redes Sociais para Menores de 15 Anos em Busca de Proteger a Infância

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A Dinamarca está avançando com um projeto de lei ambicioso que pode proibir o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. O anúncio, feito na terça-feira (07/10), reacende o debate global sobre o impacto da tecnologia na saúde mental e no desenvolvimento de crianças e adolescentes. A iniciativa dinamarquesa busca, segundo o governo, resguardar a infância dos jovens.

“Os celulares e as redes sociais estão roubando a infância de nossos filhos”, declarou a primeira-ministra Mette Frederiksen em seu discurso no Parlamento. Ela expressou preocupação com o aumento de casos de ansiedade e depressão entre jovens, além de dificuldades de concentração e leitura, que atribui ao tempo excessivo gasto em telas e ao conteúdo acessado. A premiê dinamarquesa ainda ressaltou que as crianças veem coisas que não deveriam em ambientes digitais.

O projeto de lei também prevê a possibilidade de pais autorizarem o uso das redes sociais por seus filhos a partir dos 13 anos. No entanto, detalhes cruciais, como quais plataformas seriam afetadas pela proibição e como ela seria implementada na prática, ainda não foram especificados pelo governo dinamarquês. A ministra da Digitalização, Caroline Stage, classificou a medida como inovadora, reconhecendo uma certa ingenuidade anterior em relação ao tema.

A proibição, que o governo espera implementar já no próximo ano, complementa outras medidas já adotadas na Dinamarca. Em fevereiro, o país anunciou a proibição de celulares em escolas e atividades extracurriculares, seguindo a recomendação de uma comissão governamental que investigou o crescente mal-estar entre crianças e jovens. A comissão sugeriu que menores de 13 anos não deveriam possuir smartphones ou tablets.

A Dinamarca não está sozinha nessa preocupação. A Austrália já adotou uma proibição semelhante para menores de 16 anos, embora os detalhes de sua aplicação ainda sejam escassos. Na Noruega, o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre também manifestou a intenção de elevar a idade mínima para o uso de redes sociais para 15 anos. Em junho, a Grécia propôs a criação de uma “maioridade digital” na União Europeia, exigindo o consentimento dos pais para o acesso de crianças às redes sociais.

Fonte: http://www.metropoles.com