A Reag Capital Holding, empresa que controla a Reag Investimentos, informou o cancelamento de seu registro como companhia aberta pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A decisão, divulgada na noite da última terça-feira, atende a um pedido da própria empresa, marcando uma mudança significativa em sua trajetória no mercado financeiro.
Com o cancelamento, a Reag Capital deixa de integrar a “categoria B”, que engloba companhias que emitem valores mobiliários, exceto ações. Na prática, isso significa que suas informações e títulos não estarão mais disponíveis para negociação na Bolsa de Valores do Brasil (B3). A empresa enfatizou, em comunicado, que a mudança para capital fechado não altera sua composição acionária.
A decisão da Reag ocorre em um momento delicado, já que a Reag Investimentos foi alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto. A operação investiga um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, com suposto envolvimento de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de empresas do mercado financeiro.
Em um movimento anterior, as acionistas controladoras da Reag já haviam firmado um acordo para vender 87,38% da participação na companhia para a Arandu Partners Holding, formada por executivos da própria Reag. A transação está avaliada em R$ 100 milhões, com a possibilidade de um pagamento adicional variável atrelado ao desempenho operacional da empresa nos próximos cinco anos.
Além disso, no início de setembro, a Reag Capital Holding informou a extinção de seu conselho consultivo após uma renúncia generalizada de seus membros. O conselho, de caráter facultativo, era responsável por assessorar o Conselho de Administração da empresa. Com a extinção, eventuais atribuições antes desempenhadas pelo conselho consultivo serão agora exercidas pelo Conselho de Administração.
A Reag é uma gestora independente de grande porte no Brasil, com R$ 299 bilhões sob gestão, conforme informado em seu site. A empresa também controla a Ciabrasf, além de seguradoras e financeiras. Em relação às alegações da Operação Carbono Oculto, a Reag afirma que mantém controles internos rigorosos e que tem colaborado com as autoridades. “Quanto aos fundos de investimento apurados em que a empresa atuou como prestadora de serviço, informa que agiu de forma regular e diligente”, disse a Reag em nota, ressaltando que os fundos em questão foram objeto de renúncia ou liquidação.
Fonte: http://www.metropoles.com






