A inadimplência no Brasil atingiu um patamar recorde em setembro, conforme dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O percentual de famílias com contas em atraso disparou para 30,5%, o maior valor desde o início da série histórica em 2010, sinalizando um crescente aperto financeiro entre os brasileiros.
O levantamento da CNC revela um cenário preocupante: 13% das famílias declaram não ter condições de quitar suas dívidas atrasadas, permanecendo inadimplentes. Esse número também representa um recorde na pesquisa, evidenciando a dificuldade em lidar com o acúmulo de compromissos financeiros. Paralelamente, o comprometimento da renda segue elevado, com 18,8% dos consumidores destinando mais da metade dos seus rendimentos para o pagamento de dívidas.
De acordo com o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a pesquisa demonstra “o agravamento dos prazos de inadimplência e o efeito dos juros sobre o montante a ser pago”. A situação é ainda mais crítica para quase metade das famílias endividadas, com 48,7% delas enfrentando atrasos superiores a três meses.
A CNC alerta para um quadro de crescente fragilidade financeira das famílias brasileiras. “Mesmo com o lado positivo do endividamento considerado um aquecedor das vendas no comércio, a crescente inadimplência evidencia que o movimento é de frenagem desta dinâmica”, ressalta Bentes.
A pesquisa da CNC considera como dívidas as contas a vencer em diversas modalidades, como cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa. O cenário exige atenção e medidas para mitigar o impacto da inadimplência na economia e no bem-estar das famílias.
Fonte: http://www.metropoles.com






