Guerra do Aço: Siderúrgicas Brasileiras em Alerta com Taxação na Europa e Imploram por Ação do Governo

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A indústria siderúrgica brasileira soou o alarme diante da crescente onda de protecionismo no mercado global de aço. A recente decisão da Comissão Europeia de elevar as tarifas sobre as importações de aço, alinhando-se às políticas americanas, acendeu a luz amarela no setor nacional. O Instituto Aço Brasil, representante das siderúrgicas, clama por uma reação rápida e eficaz do governo brasileiro para proteger a indústria nacional.

O temor do setor se justifica pelo aumento significativo das importações de aço laminado no Brasil. De janeiro a agosto, as importações já registraram um salto de 30% em comparação com o mesmo período do ano anterior, e a projeção é de que 2025 termine com um aumento ainda maior, de 32,2%. Esse influxo de aço estrangeiro, impulsionado pela guerra comercial global, ameaça a competitividade e a saúde financeira das empresas brasileiras.

Em um comunicado contundente, o Instituto Aço Brasil expressou preocupação com o “risco de desvios de comércio e o desequilíbrio do já sobreofertado mercado internacional”. A entidade argumenta que a medida europeia “eleva o grau de urgência com que o Brasil deve reagir, buscando tornar mais efetiva a aplicação de mecanismos de defesas comerciais em relação ao segmento”.

Apesar de reconhecer os esforços do governo para conter as importações predatórias, o setor siderúrgico pede medidas mais enérgicas. A preocupação maior recai sobre o aço chinês, que, segundo a entidade, encontra no Brasil um destino preferencial devido à falta de defesas comerciais robustas. “Sem dispor de defesa comercial condizente com a gravidade do quadro global de guerra comercial desleal no setor, o Brasil vai se consolidando cada vez mais como destino preferencial do aço vendido abaixo do preço de custo”, alerta o Instituto Aço Brasil.

A escalada do protecionismo na Europa, vista como uma medida restritiva sem precedentes, reflete o receio de que indústrias tradicionais europeias estejam em declínio. A iniciativa busca proteger o setor siderúrgico europeu da concorrência desleal, em particular do aço chinês subsidiado. O Brasil, portanto, precisa agir com celeridade para evitar se tornar o principal alvo do excedente de aço global.

Fonte: http://www.infomoney.com.br