O dólar americano disparou nesta sexta-feira, atingindo R$ 5,50, um aumento de 2,38% frente ao real. Paralelamente, o Ibovespa recuou 0,72%, fechando em 140.682 pontos. Essa turbulência nos mercados financeiro reflete uma combinação de fatores externos e internos, que lançaram uma sombra de incerteza sobre o cenário econômico.
As declarações do ex-presidente Donald Trump, sinalizando um possível aumento nas tarifas sobre produtos chineses, reverberaram negativamente no mercado global. Trump justificou a medida como uma resposta ao suposto controle da China sobre a exportação de terras raras, componentes cruciais para a indústria de alta tecnologia. “Para cada elemento que eles (os chineses) têm para monopolizar, os EUA têm dois”, afirmou Trump, intensificando a aversão ao risco entre investidores.
O temor em relação ao risco fiscal no Brasil também contribuiu para a desvalorização do real. A notícia de um possível pacote de estímulos de R$ 100 bilhões para 2026 aumentou a preocupação do mercado com a sustentabilidade das contas públicas. Essa percepção de deterioração fiscal, somada às tensões geopolíticas globais, criou um ambiente desafiador para os mercados brasileiros, segundo analistas.
Diante desse cenário de incertezas, os investidores buscaram refúgio em ativos considerados mais seguros. Os contratos futuros de ouro atingiram máximas históricas, enquanto moedas como o iene japonês e o franco suíço se valorizaram. Esse movimento de “fuga para a segurança” demonstra a cautela do mercado em um momento de instabilidade econômica global.
Apesar do anúncio do fim do conflito entre Israel e Hamas, que inicialmente impulsionou uma leve queda nos preços do petróleo, o impacto das declarações de Trump e das preocupações fiscais no Brasil prevaleceram. A incerteza em relação ao futuro das políticas econômicas e comerciais continua a influenciar o comportamento dos mercados, exigindo atenção redobrada por parte dos investidores e formuladores de políticas.
Fonte: http://www.metropoles.com






