COP30: Gestoras de Investimento Miram Belém em Busca de Oportunidades Climáticas

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A um mês da COP30, Belém se prepara para receber não apenas líderes governamentais, mas também gestoras de investimento focadas em soluções sustentáveis. A conferência climática da ONU é vista como um palco crucial para discussões, negócios e aprendizado sobre o potencial de teses climáticas.

Empresas de gestão de ativos sustentáveis estão intensificando seus preparativos para participar da COP30, tanto no evento principal quanto em atividades paralelas. O objetivo é aproveitar o ambiente propício para identificar oportunidades de investimento e impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono. A Lightrock, por exemplo, que administra US$ 5,5 bilhões em ativos, marcará presença no evento.

Tatiana Sasson, da Lightrock, destaca o crescente interesse no Brasil como sede da COP30. “O fato de o país sediar a COP30 o colocou no centro das discussões sobre a transição climática e nos deu a oportunidade de apresentar, de forma mais estruturada, as vantagens competitivas que o País oferece”, afirma. A executiva ressalta a importância de canalizar capital para soluções inovadoras e empreendedores que aceleram essa transição.

Outras gestoras, como a X8 Investimentos, também demonstram entusiasmo com a COP30. A empresa, que se dedica à “economia azul”, participará de eventos educativos e buscará networking com investidores e outros players do mercado. Carlos Miranda, sócio da X8 Investimentos, enfatiza que a COP30 é uma oportunidade para conectar pessoas e explorar novas oportunidades de investimento.

Mesmo gestoras que não estarão fisicamente presentes em Belém, como a GEF Capital, estão atentas à agenda de eventos relacionados ao clima em 2025. Amanda El Ghossain, da GEF Capital, destaca a importância de participar de fóruns como o PRI in Person e o Global Investors’ Symposium para promover o conhecimento sobre investimentos climáticos no mercado local. A GEF Capital, selecionada pelo Ministério da Fazenda para a estratégia de engajamento com o Fundo Verde do Clima, prioriza setores como energia, saneamento e agricultura sustentável.

O amadurecimento das oportunidades de investimento climático é notável, com modelos de negócio cada vez mais viáveis financeiramente, segundo Tatiana Sasson, da Lightrock. A gestora busca negócios que conciliem retornos de mercado com impacto ambiental e social relevante, impulsionando setores como economia circular e descarbonização industrial. Na COP30, a Lightrock estará atenta aos mecanismos de financiamento climático e como expandi-los para mobilizar o capital necessário à transição.

“O desafio não é apenas de volume, mas também de estrutura, criar instrumentos que permitam que o capital chegue de forma eficiente a soluções que já demonstram impacto e viabilidade econômica”, ressalta Sasson. A expectativa é que a COP30 impulsione avanços nesse debate, acelerando a transformação para uma economia mais sustentável.

Fonte: http://www.infomoney.com.br