Crise do Metanol em SP: Governo Descarta Envolvimento do PCC em Adulteração de Bebidas

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São Paulo enfrenta uma grave crise de saúde pública com 25 casos confirmados e 160 suspeitos de intoxicação por metanol, liderando o ranking nacional. As cinco mortes confirmadas no Brasil até o momento foram registradas no estado, intensificando a investigação policial e a força-tarefa governamental para combater a adulteração de bebidas. A ação já resultou na interdição de diversos estabelecimentos e na prisão de 24 pessoas suspeitas de envolvimento no esquema.

O governo de São Paulo, através do Secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, e do Governador Tarcísio de Freitas, tem reiterado que não há evidências de envolvimento direto do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos casos. Essa posição diverge da suspeita inicial, impulsionada pela descoberta de que o PCC utiliza metanol na adulteração de combustíveis, atividade ligada à lavagem de dinheiro.

A investigação aponta para uma atuação mais isolada dos falsificadores. “O crime organizado lucra exponencialmente, tanto com a lavagem de dinheiro, usando CNPJ de postos de combustíveis, como com a adulteração do etanol com o metanol. Na verdade, essa organização criminosa prejudicou esses criminosos que fazem a adulteração da bebida”, declarou Derrite, indicando uma concorrência entre os crimes.

Uma fábrica clandestina em São Bernardo do Campo, responsável pela produção de bebidas adulteradas, foi fechada em uma recente operação. A polícia acredita que as mortes de Ricardo Lopes e Marcos Antônio Jorge Júnior estão ligadas ao consumo de bebidas produzidas nessa fábrica. Segundo as investigações, os criminosos teriam adquirido metanol por engano, utilizando-o no lugar do etanol.

As análises da Polícia Científica revelaram que o metanol foi adicionado intencionalmente às bebidas. Claudinei Salomão, superintendente da Polícia Técnico-Científica, informou que a concentração de metanol em algumas amostras apreendidas variava de 10% a 45%. Essa alta concentração reforça a tese de que o PCC não está envolvido, pois o foco principal da facção seria o lucro, algo menos expressivo na adulteração de bebidas em comparação com o tráfico de drogas.

Fonte: http://www.infomoney.com.br