Hamas Mobiliza Forças em Gaza Após Acordo de Cessar-Fogo, Aumentando Tensão nas Negociações de Paz

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Em um movimento que eleva a apreensão sobre a durabilidade do recém-firmado cessar-fogo, o Hamas iniciou a mobilização de aproximadamente 7 mil membros de suas forças para reocupar áreas previamente evacuadas em Gaza. Essa ação, que se iniciou no sábado (11/10), levanta questionamentos sobre a continuidade das negociações e a implementação das próximas fases do plano de paz. A manobra do Hamas tem como objetivo retomar o controle administrativo e territorial das regiões.

Segundo relatos de fontes internacionais, o Hamas também procedeu com a nomeação de novos governadores para diversas regiões da Faixa de Gaza. A convocação dos membros designados foi realizada por meio de mensagens de celular, instruindo-os a se apresentarem em até 24 horas. Essas medidas administrativas demonstram a intenção do grupo de consolidar sua presença e autoridade na região.

Enquanto isso, a libertação e troca de reféns permanecem no centro das atenções, marcando o terceiro dia de trégua entre Israel e Hamas. O acordo prevê a libertação de reféns mantidos em Gaza pelo Hamas, em troca da transferência de prisioneiros palestinos por Israel. A expectativa é que as trocas se concretizem até a manhã desta segunda-feira (13/10).

Em Tel Aviv, a Praça dos Reféns se tornou um ponto de convergência para centenas de pessoas, ansiosas pelo reencontro com seus entes queridos. Acredita-se que, dos 48 reféns detidos em Gaza, pelo menos 20 ainda estejam vivos. O local tem sido um símbolo da esperança e da luta das famílias pela libertação dos reféns desde o início do conflito, que se arrasta desde 7 de outubro de 2023.

O cessar-fogo, fruto de uma proposta inicial de Donald Trump e com negociações mediadas pelo Egito, Catar e Turquia, contempla a libertação de todos os reféns em troca de presos palestinos e um recuo parcial das forças israelenses. Os detalhes logísticos sobre como as libertações serão conduzidas ainda não foram divulgados. Trump classificou o acordo como “o mais importante já feito em termos de paz”, segundo declarações durante coletiva de imprensa.

No sábado (11/9), milhares de israelenses também se reuniram na Praça dos Reféns para celebrar o cessar-fogo. O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, foi recebido com entusiasmo pela multidão, discursando ao lado de Jared Kushner e Ivanka Trump. Manifestantes aplaudiram Trump ao ser citado, mas vaiaram quando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi mencionado.

Apesar do cessar-fogo, muitos palestinos permanecem hesitantes em retornar às suas casas, devastadas pelos bombardeios israelenses. Trump anunciou que o plano de paz inclui a reconstrução de Gaza, buscando mitigar o impacto da destruição. A Defesa Civil de Gaza informou que cerca de 200 mil palestinos se deslocaram para o norte do território apenas na sexta-feira (10/10).

Fonte: http://www.metropoles.com