Trump Aumenta a Pressão sobre o Hamas: Desarmamento Imediato ou Intervenção ‘Violenta’

CLIQUE AQUI | Avaliação de crédito para produtores rurais. Assessoria para obtenção de financiamentos agrícolas com taxas diferenciadas.

Em meio a um cessar-fogo frágil e negociações tensas, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra o grupo palestino Hamas. Durante um encontro com o presidente argentino Javier Milei, Trump declarou que o Hamas deve se desarmar voluntariamente, alertando para uma possível intervenção forçada por Washington caso a exigência não seja cumprida. A declaração surge em um momento crítico, com a Faixa de Gaza ainda sob forte tensão.

“Se eles não se desarmarem, nós os desarmaremos. E isso acontecerá de forma rápida e talvez violenta”, afirmou Trump, sinalizando uma possível escalada no envolvimento dos EUA na região. O ex-presidente alega ter comunicado a mensagem diretamente ao Hamas por meio de intermediários, recebendo uma suposta promessa de cooperação. “Falei com o Hamas e disse: vocês vão se desarmar, certo? ‘Sim, senhor, vamos nos desarmar’. Foi o que me disseram”, relatou Trump, embora a veracidade dessa afirmação seja questionável, visto que o Hamas não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

O plano de paz proposto pelos EUA, que já havia sido divulgado anteriormente, condiciona a estabilidade na região ao desarmamento do Hamas e à sua retirada do controle da Faixa de Gaza. Em contrapartida, o plano oferece anistia para alguns membros do grupo, buscando criar condições para uma transição política e de segurança no território palestino. Contudo, o Hamas ainda não se comprometeu publicamente a aceitar essas condições, levantando dúvidas sobre a viabilidade do acordo.

A fragilidade do acordo de cessar-fogo também se manifesta na questão da troca de reféns e prisioneiros. Recentemente, o Hamas libertou os últimos reféns israelenses vivos, enquanto Israel liberou detidos palestinos, como parte do acordo mediado pela Casa Branca. No entanto, a entrega dos corpos de reféns mortos tem sido um ponto de atrito, levando Israel a reforçar os controles na fronteira de Gaza e restringir a entrada de ajuda humanitária.

Organizações humanitárias alertam que as restrições à assistência humanitária podem agravar ainda mais a já severa crise de abastecimento, saúde e abrigo enfrentada pelos civis em Gaza. Apesar das tensões, o Hamas entregou os corpos de mais dois reféns nesta quarta-feira, elevando o total de restos mortais devolvidos para nove. A complexa situação na Faixa de Gaza continua a demandar atenção e esforços diplomáticos intensos para evitar uma nova escalada de violência.

Fonte: http://www.metropoles.com