O Ibovespa desafiou as expectativas e encerrou o pregão em alta, superando a marca de 142 mil pontos. O índice resistiu à pressão negativa exercida pelas ações da Petrobras e do Banco do Brasil, demonstrando a força de outros setores e o otimismo dos investidores.
Apesar da correção nos preços do petróleo que impactou a Petrobras (PETR3 -1,40%, PETR4 -0,90%), e das preocupações com o envolvimento do Banco do Brasil (BBAS3 -1,84%) no suporte aos Correios, o Ibovespa encontrou fôlego para subir. O bom desempenho do setor financeiro, com exceção do Banco do Brasil, contribuiu para impulsionar o índice.
A sessão foi marcada por oscilações, com o Ibovespa variando entre a mínima de 141.153,91 pontos e a máxima de 142.905,10 pontos. Ao final do dia, o índice fechou em 142.603,66 pontos, registrando uma alta de 0,65%. O volume de negociação, impulsionado pelo vencimento de opções, atingiu R$ 45,5 bilhões.
No ranking das maiores altas do Ibovespa, destacaram-se Assaí (ASAI3 +5,98%), MRV (MRVE3 +4,81%) e RD Saúde (RADL3 +4,54%). Já no campo negativo, Embraer (EMBR3 -2,44%), Brava (BRAV3 -2,24%) e Prio (PRIO3 -2,04%) registraram as maiores quedas. Vale (VALE3 +1,86%), a principal ação do índice, teve um desempenho notável, contrariando a queda do minério de ferro na China.
Segundo João Soares, cofundador da Rio Negro Investimentos, o cenário externo favorável, impulsionado pelo ajuste no câmbio e pelas declarações consideradas “dovish” de autoridades do Federal Reserve, tem contribuído para o fluxo de investimentos em mercados emergentes como o Brasil. “O que tem motivado as altas na Bolsa brasileira vem muito do otimismo e da expectativa de quedas de juros nos Estados Unidos, o que resulta em atração de fluxo estrangeiro”, complementa Leonardo Santana, sócio da Top Gain.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






