Dólar Cede Terreno e Ibovespa Acelera: Mercados Reagem a Sinais Globais e Dados do Varejo

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O mercado financeiro brasileiro apresentou um dia de otimismo moderado, com o dólar registrando leve queda e o Ibovespa demonstrando força ao se aproximar dos 143 mil pontos. A sessão foi marcada por uma forte influência do cenário externo, em detrimento das notícias econômicas domésticas, sinalizando a sensibilidade do Brasil aos movimentos globais.

O dólar encerrou o dia com uma desvalorização de 0,13%, cotado a R$ 5,462. Apesar da leve baixa, a moeda americana acumula ganhos de 2,63% em outubro, mas ainda apresenta perdas de 11,62% em relação ao real no acumulado de 2025. Essa dinâmica reflete um cenário de volatilidade e incertezas no mercado cambial.

Enquanto isso, o Ibovespa, principal indicador da B3, fechou em alta de 0,65%, atingindo 142,6 mil pontos. O bom desempenho da bolsa brasileira reflete um apetite por risco, impulsionado por fatores como a expectativa de novos estímulos monetários nos Estados Unidos.

A atenção dos investidores se voltou para as possíveis negociações comerciais entre EUA e China, com declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, indicando que Donald Trump estaria disposto a se reunir com Xi Jinping. “Os EUA não querem se desvincular da China, mas teriam que agir se Pequim se mostrar um fornecedor não confiável”, afirmou Bessent, adicionando tensão ao cenário.

A divulgação do Livro Bege do Federal Reserve também influenciou o mercado, com investidores buscando pistas sobre a política monetária dos EUA. Jerome Powell, presidente do Fed, ressaltou que a inflação no país continua acima da meta, exigindo cautela por parte da autoridade monetária.

No front doméstico, os dados do varejo em agosto mostraram um crescimento de 0,2% em relação a julho, interrompendo uma série negativa. No entanto, analistas mantêm a cautela, indicando que ainda não é possível vislumbrar uma recuperação plena do setor. Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o dólar recuou “acompanhando o enfraquecimento global da moeda americana e a recuperação dos preços do petróleo, em um ambiente de maior apetite por risco”.

Fonte: http://www.metropoles.com