A reunião entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sinaliza um possível armistício na tensa relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. Embora o encontro não tenha gerado resultados imediatos, abriu caminho para negociações que visam reverter o aumento de tarifas americanas sobre produtos brasileiros e as sanções impostas a autoridades do Brasil.
A visita de Vieira a Washington, ocorrida na última quinta-feira, representou um passo importante na retomada do diálogo bilateral. Segundo o chanceler brasileiro, a conversa transcorreu em um “clima excelente de descontração” e foi considerada produtiva, marcando o primeiro encontro entre Vieira e Rubio desde a posse de Donald Trump. No entanto, a administração Trump iniciou uma série de medidas punitivas contra o Brasil, incluindo tarifas e sanções, motivadas, em parte, pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a reunião na Casa Branca, Vieira reiterou a posição do governo brasileiro, que busca a “reversão das medidas adotadas pelo governo norte-americano a partir de julho”. Os próximos passos para concretizar essa negociação, como datas, formato e composição das equipes de negociadores, serão definidos em futuros contatos com Rubio.
Paralelamente às questões comerciais, o Brasil pretende explorar áreas de convergência com os EUA, como a exploração de minerais críticos. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enfatizou a intenção de buscar investimentos americanos para o desenvolvimento da cadeia mineral no Brasil, visando não apenas a extração, mas também a transferência de tecnologia e conhecimento.
A possibilidade de um encontro entre os presidentes Lula e Trump também ganhou destaque. Vieira revelou que a “boa química” entre os dois líderes, demonstrada durante a Assembleia Geral da ONU e em uma subsequente chamada de vídeo, pode resultar em uma reunião bilateral durante a próxima Cúpula da Asean, no final deste mês. No entanto, o chanceler ressaltou que a confirmação desse encontro depende da disponibilidade nas agendas de ambos os presidentes.
Fonte: http://www.metropoles.com






