Em um cenário global marcado por turbulências econômicas e tensões geopolíticas crescentes, o ouro ressurge como um refúgio seguro para investidores. A busca por segurança impulsionou a valorização do metal precioso, reacendendo o debate sobre a viabilidade de investir em ouro neste momento.
Este movimento de alta é impulsionado por uma combinação complexa de fatores, incluindo a persistente inflação nas principais economias globais, a expectativa de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos e as compras recordes de ouro por bancos centrais. Além disso, a instabilidade geopolítica global contribui para o aumento da demanda por este ativo. O ouro se destaca como uma alternativa estratégica para diversificação de portfólio e proteção patrimonial a longo prazo.
Rodrigo Sgavioli, head de alocação da XP, explica que o ouro tradicionalmente ganha destaque em momentos de instabilidade. “Historicamente, ambientes inflacionários ou de tensões geopolíticas fazem com que o ouro volte à pauta”, afirma Sgavioli, ressaltando a importância do metal em tempos de incerteza.
O ciclo de alta atual, segundo Sgavioli, é multifacetado. Inclui um mundo pós-pandemia com maior inflação, bancos centrais adquirindo grandes volumes de ouro físico e países buscando diversificar suas reservas diante do risco de sanções econômicas. A expectativa de corte de juros nos EUA também é um fator conjuntural importante, pois “quando o juro real cai, o ouro tende a se valorizar”, complementa.
Investir em ouro pode ser uma estratégia inteligente de diversificação, mas requer cautela. O ouro atua como um ativo de proteção global, funcionando melhor na parcela internacional da carteira, especialmente para investidores fora do Brasil. Ele protege contra a inflação global e choques geopolíticos, mas não oferece rendimento como títulos ou ações com dividendos.
É crucial entender que o ouro não gera carrego, juros ou dividendos, dependendo da valorização do preço para gerar retorno. Por isso, a recomendação é que o ouro represente de 3% a 10% do portfólio, variando conforme o perfil e a exposição a ativos internacionais de cada investidor. Para auxiliar os investidores, o InfoMoney e a XP oferecem um guia gratuito para aprender a investir em ouro de forma inteligente e segura.
Entre as vantagens de investir em ouro, destacam-se a proteção contra inflação global e desvalorização cambial, a diversificação em momentos de crise e a oferta limitada do ativo, que tende a preservar seu valor a longo prazo. Por outro lado, as desvantagens incluem a ausência de rendimento, a dificuldade em estimar seu “valor justo” e possíveis restrições de liquidez em alguns instrumentos de investimento.
Sgavioli adverte que “durante décadas, o ouro teve desempenho abaixo de outros ativos financeiros. É importante entender que ele é uma peça complementar, e não o protagonista da carteira”. Para o futuro, o cenário ainda é favorável ao ouro no médio prazo, com a expectativa de que ele continue valorizado enquanto os juros reais americanos permanecerem em queda e as tensões geopolíticas persistirem.
No entanto, o especialista enfatiza que não se trata de uma corrida desenfreada pelo ouro, mas sim de uma estratégia de diversificação e proteção. O investidor que compreende o papel do metal na carteira estará mais bem preparado para aproveitar seus ciclos de valorização, evitando riscos desnecessários. Para dar o primeiro passo com segurança, o InfoMoney e a XP oferecem um guia gratuito detalhado sobre como investir em ouro de forma inteligente.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






