A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS tem sido palco de intensos embates entre oposição e situação, com o governo obtendo vitórias significativas nas últimas votações. A mais recente delas foi a rejeição do pedido de convocação de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Lula, que é vice-presidente do Sindnapi, sindicato investigado por supostos descontos fraudulentos. A decisão acendeu o sinal de alerta na oposição, que agora busca reverter o cenário.
A derrota do requerimento que visava Frei Chico, por 19 votos a 11, demonstra o fortalecimento da articulação governista na CPI. Após um início desfavorável, com a perda de postos-chave na comissão, o governo tem conseguido blindar nomes próximos à base, frustrando as investidas da oposição. A entrada do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, na CPI, visa reorganizar a oposição e tentar reverter as derrotas.
A estratégia governista tem se mostrado eficaz, não apenas na questão envolvendo o irmão do presidente. A base aliada também conseguiu barrar pedidos de quebra de sigilo de figuras como a publicitária Danielle Fonteles, que prestou serviços a campanhas do PT e recebeu R$ 5 milhões do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”. Por outro lado, a base conseguiu a quebra do sigilo bancário do advogado Eli Cohen, que denunciou as fraudes no INSS, na expectativa de encontrar desvios no governo anterior.
A disputa acirrada na CPI se reflete na organização interna dos grupos. Segundo relatos, o gabinete do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) coordena a presença dos parlamentares governistas nas sessões, garantindo o quórum e evitando surpresas. Em um grupo de WhatsApp, os deputados e senadores recebem informações e orientações sobre as atividades da CPI.
Apesar das vitórias recentes, o governo nega que esteja blindando aliados. Paulo Pimenta, líder da bancada governista na CPI, afirma que a diretriz é rejeitar requerimentos que não estejam diretamente relacionados ao escopo da investigação. Resta saber se a oposição conseguirá reverter o cenário e emplacar suas pautas na comissão, ou se a base governista continuará a ditar o ritmo dos trabalhos.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






