Um novo ciclo de violência irrompeu na Faixa de Gaza neste domingo (19/10), com ataques aéreos israelenses resultando na morte de 11 pessoas, segundo informações da Defesa Civil local. A escalada acontece em meio a acusações de violação do cessar-fogo por ambas as partes, lançando dúvidas sobre a frágil trégua em vigor. O Exército de Israel justificou os ataques alegando que o Hamas teria rompido o acordo.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram ter como alvo militantes na região de Rafah, no sul de Gaza. A justificativa oficial é a de que a ação visava “eliminar a ameaça e desmantelar alçapões de túneis e estruturas militares usados para atividades terroristas”. Contudo, a Defesa Civil de Gaza relata que seis das vítimas fatais foram atingidas em um ataque a um “grupo de civis” no norte da região.
Enquanto Israel justifica suas ações com a alegação de ameaças terroristas, o Hamas nega veementemente qualquer incidente ou confronto em Rafah que envolva suas forças. O grupo reafirma seu compromisso com os termos do cessar-fogo, criando uma narrativa conflitante sobre os eventos que levaram à escalada da violência. A situação é particularmente tensa devido à fase inicial do acordo de trégua, que prevê a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, adotou uma postura intransigente, afirmando que o Hamas “pagará um preço alto” por suas supostas violações. Katz ainda adicionou que, caso o grupo não entenda a mensagem transmitida pelos ataques recentes, a resposta de Israel “será cada vez mais severa”, prenunciando um possível agravamento do conflito. As acusações mútuas e a escalada da violência colocam em risco a continuidade do cessar-fogo e a estabilidade na região.
Fonte: http://www.metropoles.com






