Um relatório recente da FAO, agência da ONU para agricultura, aponta que o Brasil continua sendo o principal responsável pela perda líquida de florestas no mundo, respondendo por 70% do total. Embora o ritmo de desmatamento tenha diminuído em comparação com décadas anteriores, a situação ainda é considerada alarmante, com ecossistemas florestais globais sob forte pressão.
A “Avaliação dos Recursos Florestais Mundiais”, publicada a cada cinco anos, revela que a perda líquida de florestas entre 2015 e 2025 é de 4,12 milhões de hectares por ano. Apesar dessa redução em relação aos anos 90, o desmatamento ainda atinge a marca preocupante de 10,9 milhões de hectares anuais, o que equivale a mais de 12 km² de florestas destruídas a cada hora.
A maior parte do desmatamento ocorre em zonas tropicais, com destaque para a Amazônia, onde a expansão da agricultura exerce forte pressão sobre a floresta. Segundo o relatório da FAO, o Brasil, apesar de abrigar 12% das florestas do planeta, responde por 2,94 milhões de hectares perdidos anualmente. A boa notícia é que o país registrou uma queda de 49% no ritmo de perda florestal em comparação com a década de 1990.
O Brasil se prepara para sediar a COP30 em Belém, conferência da ONU sobre o clima, onde as florestas serão um dos temas centrais. O país propõe a criação de uma “Facilidade de Financiamento das Florestas Tropicais (TFFF)”, um fundo destinado a proteger as florestas da exploração predatória.
De acordo com Qu Dongyu, diretor-geral da FAO, as florestas desempenham um papel crucial como habitat da biodiversidade, reguladoras dos ciclos de carbono e água, e na redução de riscos de desastres naturais. Atualmente, as florestas cobrem 4,14 bilhões de hectares, representando 32% da superfície terrestre, com Rússia, Brasil, Canadá, Estados Unidos e China abrigando mais da metade das florestas mundiais.
Fonte: http://www.metropoles.com






