Ibovespa Pausa Rali e Cede, Bancos e Commodities Pressionam Índice

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Após um início de semana promissor, o Ibovespa interrompeu sua trajetória de recuperação nesta terça-feira, recuando levemente e se mantendo na faixa dos 144 mil pontos. O índice, que havia ensaiado alcançar os 145 mil pontos, nível observado no início de outubro, enfrentou dificuldades e encerrou o dia em baixa.

A sessão foi marcada por uma oscilação contida, com o Ibovespa variando entre 143.829,26 e 144.795,18 pontos, após abrir aos 144.509,27 pontos. Ao final do pregão, o índice registrou 144.085,15 pontos, representando uma leve queda de 0,29%. O volume de negociação ficou em R$ 15,7 bilhões.

O desempenho negativo foi influenciado pelo recuo de blue chips importantes, especialmente do setor bancário. Banco do Brasil, Bradesco e Itaú Unibanco apresentaram perdas, pressionando o índice. As ações de empresas ligadas a commodities, como Petrobras e Vale, também contribuíram para o resultado desfavorável.

Contrariando a tendência geral, algumas empresas se destacaram positivamente. Vamos, Embraer e Raízen registraram ganhos expressivos, impulsionados por fatores específicos de cada setor. No lado oposto, Brava, Pão de Açúcar e B3 figuraram entre as maiores quedas do dia.

Segundo José Áureo Viana Júnior, sócio da Blue3 Investimentos, “as ações da Petrobras recuaram mesmo após a licença do Ibama para a Margem Equatorial: o corte no preço da gasolina anunciado ontem pela estatal e a queda do petróleo no mercado internacional reduzem as margens e pressionam o setor de energia”.

Apesar do cenário doméstico instável, o mercado global demonstrou um leve otimismo, impulsionado pela possibilidade de um acordo comercial entre Estados Unidos e China. Gustavo Trotta, especialista e sócio da Valor Investimentos, ressalta que “o clima global é de leve otimismo com a possibilidade de um acordo comercial entre EUA e China, após sinalizações de trégua tarifária por Donald Trump”.

No entanto, as tensões geopolíticas no Oriente Médio e os rumores de uma possível reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin em Budapeste adicionaram cautela aos investidores. A valorização do dólar, que fechou em alta de 0,37%, a R$ 5,3906, também exerceu influência sobre o apetite por ações, conforme aponta Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Fonte: http://www.infomoney.com.br