Em um cenário global marcado por expansão fiscal e crescentes tensões geopolíticas, ouro e Bitcoin emergem como alternativas atrativas para investidores que buscam proteger seu patrimônio. A análise é de Caio Zylbersztajn, sócio da Nord Investimentos, que destaca a capacidade desses ativos de mitigar riscos em tempos de incerteza.
O aumento da dívida pública em diversos países, impulsionado por medidas de estímulo pós-pandemia e políticas sociais, tem levado à desvalorização das moedas fiduciárias. Esse contexto favorece a busca por ativos considerados “reais”, como o ouro, que historicamente serve como reserva de valor em momentos de crise. “Isso fez com que os investidores e Bancos Centrais olhassem o ouro como uma proteção de patrimônio”, explica Zylbersztajn.
Adicionalmente, a crescente instabilidade geopolítica, exemplificada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, tem impulsionado o interesse em criptomoedas como o Bitcoin. A capacidade de transferir ativos através da tecnologia blockchain, sem a necessidade de intermediários financeiros, torna as criptomoedas uma opção atraente em face de bloqueios e sanções internacionais.
A Nord Investimentos recomenda uma alocação estratégica nesses ativos alternativos, como parte de uma carteira internacional diversificada. Segundo Renato Breia, sócio-fundador da Nord, a empresa sugere uma exposição de até 1% do patrimônio em ativos digitais, com ênfase em Bitcoin.
Breia ainda reforça a importância de diversificar os investimentos globalmente, argumentando que a tradicional alocação focada no mercado brasileiro pode ser excessivamente arriscada. “É muito arriscado entrar em 2026 sem alocação internacional, dada a instabilidade esperada com as eleições”, conclui, defendendo uma maior exposição a ativos globais para reduzir a volatilidade e aumentar o potencial de retorno.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






