Febraban Alerta: Legalização das Apostas Esportivas Disparou Riscos de Crimes Financeiros

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O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, soou o alarme sobre o aumento exponencial dos riscos de crimes financeiros após a legalização das apostas esportivas no Brasil. Em sua avaliação, a atividade, embora agora dentro da lei, expõe o sistema financeiro a vulnerabilidades significativas que exigem atenção imediata e rigorosa.

Sidney manifestou preocupação durante o 15° Congresso de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo (PLDFT), realizado em São Paulo. Ele criticou a forma como o Estado conduziu a legalização dos jogos online, argumentando que a medida, da maneira como foi implementada, abriu brechas para atividades ilícitas. “O que temos de fazer é fortalecer os nossos laços contra qualquer trilha que faça do que é legal o ilegal”, defendeu o presidente da Febraban.

A declaração do presidente da Febraban acende um alerta para o setor bancário. Isaac Sidney enfatizou a necessidade de vigilância constante sobre recursos de origem duvidosa associados às apostas. Ele também ressaltou que o crime organizado tem se infiltrado em setores legítimos da economia, o que exige uma resposta coordenada e eficaz de todos os agentes do sistema financeiro.

Outro ponto crucial levantado por Sidney foi a urgência em regulamentar o trânsito de grandes quantias em dinheiro em espécie. “Os bancos defendem, com muita convicção, a criação urgente de uma lei federal que permita bloquear operações suspeitas e proteger o sistema financeiro. Não há mais espaço para permissividade”, afirmou, destacando a importância de instrumentos legais que fortaleçam o combate ao crime financeiro.

Além disso, Sidney ressaltou a importância do compartilhamento de informações entre bancos, Banco Central, Coaf e outros órgãos públicos para antecipar ações estratégicas e responder rapidamente aos desafios impostos pelo crime financeiro. Ele também fez um alerta sobre a proliferação de instituições financeiras frágeis e vulneráveis, que podem ser exploradas para fins ilícitos. Para o presidente da Febraban, o setor bancário deve ser “intolerante” com brechas que permitam a entrada de criminosos no sistema, reafirmando o compromisso dos bancos em defender a integridade do setor.

Fonte: http://www.infomoney.com.br