A ministra da Cultura da França, Rachida Dati, reconheceu publicamente as falhas de segurança que facilitaram o audacioso roubo de joias avaliadas em €88 milhões (aproximadamente R$528 milhões) do Museu do Louvre, em Paris. A admissão ocorreu durante uma audiência na Comissão de Assuntos Culturais do Senado, na terça-feira (28/10), onde Dati apresentou atualizações sobre o orçamento da Cultura para 2026 e as investigações em curso.
“Repito: se esse roubo espetacular ocorreu, é um fracasso, um fracasso para todos, e também para o Museu do Louvre”, declarou a ministra, demonstrando a seriedade com que o governo francês está tratando o caso. Dati enfatizou que as falhas identificadas precisam ser corrigidas prontamente, sendo este o principal objetivo das três investigações administrativas que foram iniciadas, inclusive uma em colaboração com o Ministério do Interior.
A ministra prometeu medidas corretivas rápidas para sanar as deficiências e falhas de segurança, visando proteger o museu e estabelecer uma organização mais eficiente. A declaração surge após críticas sobre a segurança do Louvre, incluindo a do presidente da comissão do Senado, Laurent Lafon, que afirmou que a proteção do museu “não estava de acordo com o que esperaríamos de um museu hoje”.
Além do reconhecimento das falhas, as investigações se aprofundam nos sistemas de videovigilância. A presidente do Louvre, Laurence des Cars, já havia admitido problemas no sistema externo, afirmando que “não detectamos a chegada dos ladrões com antecedência suficiente”. Um plano diretor de segurança de €80 milhões está em implementação para o Louvre, de acordo com Lafon.
O roubo, ocorrido em 19 de outubro, levantou questionamentos sobre a capacidade do museu de proteger seu valioso acervo. “Tal incidente não pode ficar sem consequências e sem ação imediata, incluindo responsabilização”, concluiu Dati, sinalizando que mudanças significativas estão por vir na gestão da segurança do Louvre.
Fonte: http://www.metropoles.com






