Angra 3: Estudo do BNDES Defende Conclusão da Usina e Alerta para Prejuízo de Até R$ 26 Bilhões em Caso de Abandono

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Um estudo recente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), encaminhado pela Eletronuclear ao Ministério de Minas e Energia (MME), reacende o debate sobre o futuro de Angra 3. O levantamento, encomendado pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), conclui que finalizar a construção da usina nuclear é a alternativa mais vantajosa para o Brasil.

A Eletronuclear aguarda agora que o MME submeta o estudo ao CNPE, que deverá tomar uma decisão final sobre o projeto ainda este ano. O tema tem sido objeto de discussão no Conselho desde 2024, com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, manifestando-se favoravelmente à conclusão do empreendimento em diversas ocasiões.

O estudo do BNDES lança luz sobre os potenciais prejuízos decorrentes do abandono da obra. Estima-se que a interrupção do projeto poderia gerar custos entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, superando o investimento necessário para a conclusão da usina, orçada em R$ 24 bilhões, sem gerar energia.

A previsão atual é que Angra 3 entre em operação comercial em 2033. Os resultados do estudo corroboram as conclusões apresentadas em 2024, mantendo a mesma ordem de grandeza entre os cenários de continuidade e abandono do projeto, apesar de um aumento de aproximadamente R$ 75/MWh devido a postergações e atualizações de custos.

“As novas tarifas calculadas pelo banco seriam entre R$ 778,86 o MWh a R$ 817,27 MWh”, informou a Eletronuclear, ressaltando o impacto da decisão no custo da energia gerada. Angra 3, com capacidade instalada de 1,4 gigawatts (GW), já consumiu cerca de R$ 12 bilhões, e a Eletronuclear gasta aproximadamente R$ 1 bilhão por ano para manter o projeto em stand-by, enquanto aguarda a definição do CNPE.

Fonte: http://www.infomoney.com.br