O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana em clima otimista, com o Ibovespa registrando um marco histórico e o dólar recuando frente ao real. O principal índice da Bolsa brasileira fechou em alta de 0,47%, atingindo 154.063,53 pontos, consolidando a 13ª sessão consecutiva de ganhos. Essa sequência representa a maior desde 1994, quando o índice acumulou 15 altas seguidas entre maio e junho.
O desempenho positivo do Ibovespa foi impulsionado, em parte, pelas ações da Petrobras, que figuraram entre os principais destaques do dia. As ações preferenciais da companhia (PETR4) registraram alta de 3,51%, após a divulgação de um lucro líquido de US$ 6,02 bilhões no terceiro trimestre, representando um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Paralelamente, o dólar apresentou leve recuo, fechando a R$ 5,33, com queda de 0,22%. De acordo com Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a desvalorização da moeda americana reflete um movimento global, influenciado por dados que apontam para uma possível desaceleração da economia nos Estados Unidos. “Aumentam no mercado as apostas em novos cortes das taxas de juros dos Estados Unidos”, observa Shahini, indicando uma menor atratividade do dólar.
Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos, vislumbra a formação de um “rali” na Bolsa de Valores, termo utilizado para descrever um período de alta consistente nos preços das ações. “Podemos esperar para o final do ano um rali”, afirma Moreira, destacando o cenário positivo para o Brasil, impulsionado pelas discussões sobre relações tarifárias com os Estados Unidos e a percepção de que a questão fiscal brasileira foi momentaneamente postergada.
A taxa básica de juros do país, a Selic, mantida em 15% ao ano pelo Copom, também contribui para o cenário favorável. Nesse patamar, o Brasil ostenta o segundo maior juro real do mundo, o que atrai investidores estrangeiros em busca de operações de *carry trade*, que consiste em tomar dinheiro emprestado em países com juros baixos e aplicá-lo em mercados com taxas mais elevadas.
Fonte: http://www.metropoles.com






