As ações da Oi (OIBR3/OIBR4) sofreram um duro golpe nesta segunda-feira, com uma queda acentuada na B3. O motivo? A própria empresa admitiu judicialmente a possibilidade de não conseguir honrar seus compromissos financeiros, reacendendo temores sobre sua solvência.
Por volta do meio-dia, as ações ordinárias da companhia já apresentavam um tombo de 14,29%, cotadas a R$ 0,24. As preferenciais também sentiram o baque, recuando 10,3%, para R$ 4,18. O mercado reage, portanto, ao crescente risco de um colapso financeiro da operadora.
Em documento enviado à Justiça, a Oi, em conjunto com seu gestor judicial, expressou preocupação com a capacidade de quitar o passivo extraconcursal e cumprir o plano de recuperação judicial em vigor. A empresa sinaliza, em outras palavras, que pode não conseguir gerar o fluxo de caixa necessário.
Diante desse cenário, o gestor judicial da Oi solicitou autorização para manter as operações da empresa em funcionamento, mesmo em caso de liquidação judicial. O objetivo é assegurar a continuidade dos serviços aos clientes, minimizando o impacto de uma eventual crise.
A Oi já havia passado por um processo de recuperação judicial, encerrado em dezembro de 2022. Contudo, em março de 2023, a empresa recorreu novamente à Justiça, declarando dívidas de R$ 43,7 bilhões. A situação da companhia segue sendo acompanhada de perto pelo mercado e pelas autoridades.
Fonte: http://www.metropoles.com






