O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou uma possível redução nas tarifas de importação sobre o café, uma medida que poderia trazer alívio para o Brasil, o principal fornecedor do grão para o mercado americano. A declaração foi feita em entrevista à Fox News na última terça-feira, reacendendo as esperanças de exportadores brasileiros.
“Vamos baixar algumas tarifas sobre o café, e vamos ter algum café entrando [nos EUA]”, afirmou Trump durante a entrevista. Apesar do otimismo, o presidente não detalhou a magnitude da redução tarifária nem especificou quais países seriam diretamente beneficiados. Desde agosto, diversos produtos brasileiros, incluindo café, carne e aço, têm enfrentado sobretaxas de até 50%, impostas por razões políticas.
Trump indicou que as mudanças serão “cirúrgicas”, seguindo o modelo de exceções para produtos não produzidos em escala suficiente nos EUA, categoria na qual o café já foi incluído em setembro. Essa abordagem seletiva sugere uma estratégia para mitigar o impacto das tarifas sobre os consumidores americanos, ao mesmo tempo em que se mantém a pressão sobre outros setores.
O aumento das tarifas já impactou os preços nos Estados Unidos, com o café subindo cerca de 19% em um ano. Em Nova York, os aumentos ao consumidor chegam a 55%, enquanto as importações de café brasileiro caíram 53% desde setembro, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
As negociações para a suspensão total ou parcial das tarifas ganharam força após um encontro entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro. Lula solicitou a isenção total, mas o governo brasileiro estaria disposto a aceitar reduções por produto caso a isenção integral não seja possível. O vice-presidente Geraldo Alckmin já havia classificado o café como prioridade nas tratativas. Interlocutores do Itamaraty esperam que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reúna nesta semana com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, durante a reunião ministerial do G7 no Canadá, para discutir os próximos passos.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






