Bitcoin Sofre Queda Acentuada e Atinge Mínima de Abril em Meio à Aversão ao Risco

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O mercado de criptomoedas enfrenta um período turbulento, com o Bitcoin registrando forte queda nesta quinta-feira. A principal criptomoeda do mundo despencou abaixo de US$ 87 mil, marcando seu menor valor desde abril. Esse declínio ocorre em um contexto de incertezas econômicas e um crescente sentimento de aversão ao risco entre os investidores.

A correção no preço do Bitcoin acontece após um período de desmonte de posições por parte de grandes investidores. Essa movimentação, iniciada em outubro, deixou o mercado mais vulnerável a pressões vendedoras e oscilações bruscas, contribuindo para a instabilidade observada.

De acordo com James Butterfill, chefe de pesquisa da CoinShares, essa queda pode estar relacionada à narrativa do ciclo de quatro anos no mercado de criptomoedas. “As criptomoedas estão sofrendo com vendas em massa por parte de grandes investidores que seguem a narrativa do ciclo de quatro anos, e este é tipicamente o ponto desse ciclo em que os preços caem”, explicou Butterfill.

Paralelamente, o mercado acionário americano também apresentou volatilidade, com ganhos iniciais impulsionados pela euforia em torno da inteligência artificial evaporando rapidamente. Preocupações com os altos valuations do setor de IA e dúvidas sobre a política monetária do Federal Reserve contribuíram para a instabilidade em Wall Street.

Analistas apontam que a recente queda do Bitcoin está relacionada à violenta onda de liquidações observada em outubro. Esse evento interrompeu o ímpeto do mercado e reduziu a liquidez nas principais plataformas de negociação, tornando os preços mais sensíveis a fluxos modestos. Jake Ostrovskis, chefe de negociação de balcão da Wintermute, ressalta que “persiste a incerteza sobre como o Federal Reserve definirá sua política monetária na atual falta de dados — e essa incerteza, mais do que qualquer outra coisa, está suprimindo a disposição dos investidores em assumir riscos, o que é mais evidente em ativos de maior risco”.

Fonte: http://www.infomoney.com.br