Um alívio no horizonte financeiro? Projeções recentes apontam para uma possível diminuição da inadimplência entre pessoas físicas no Brasil. Contudo, especialistas alertam: o alto nível de endividamento das famílias ainda exige atenção e cautela.
A estimativa é que a taxa média de inadimplência encerre novembro em 4,72%, oscilando entre 4,44% e 5,01%. Em setembro, esse índice estava em 4,77%, segundo dados do Banco Central. A tendência de queda se mantém para os meses seguintes, com projeções de 4,64% para dezembro e 4,77% para janeiro.
O estudo, realizado pelo Ibevar e pela FIA Business School com base em dados do Banco Central, considera pessoas com parcelas em atraso há mais de 90 dias. Segundo o levantamento, os números representam um “patamar controlado e compatível com a trajetória recente de crédito”.
No que se refere ao crédito com recursos livres, tradicionalmente mais sensível às flutuações econômicas e taxas de juros, as projeções também indicam um cenário mais favorável. A taxa média prevista para novembro é de 6,61%, com uma variação entre 6,30% e 6,92%.
Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School, faz uma ressalva importante: “O aumento recente dos atrasos entre 15 e 90 dias sugere que o índice efetivo de inadimplência possa se aproximar da faixa superior da estimativa, em torno de 6,9%”. Apesar da melhora no indicador, o nível de endividamento das famílias, que beira os 50%, continua sendo um ponto de preocupação.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






