A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes do STF e executada pela Polícia Federal, gerou repercussão imediata no cenário político. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), manifestou-se sobre o caso, enfatizando que a detenção demonstra que a lei se aplica a todos, independentemente do cargo ou posição.
“A prisão preventiva cumpre mandado expedido pelo STF e evidencia que, diante de risco concreto à ordem pública e de manipulação política do processo, a lei alcança todos, inclusive o ex-presidente”, declarou Lindbergh em comunicado. Ele ainda complementou que o andamento do processo judicial se aproxima de seu desfecho, abrindo caminho para o cumprimento da pena.
O parlamentar também criticou a convocação de uma vigília em apoio a Bolsonaro, liderada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo Lindbergh, a iniciativa visava criar um clima de intimidação contra o STF e a Polícia Federal, buscando desestabilizar as instituições e interferir no curso do processo judicial.
“A mobilização buscava criar clima de intimidação ao STF e à PF, reforçando o risco de desestabilização institucional e de interferência no andamento do processo”, afirmou Lindbergh. Ele sugeriu que a vigília poderia indicar uma possível intenção de fuga por parte do ex-presidente, mencionando a violação da tornozeleira eletrônica como um fator relevante.
Enquanto isso, outras figuras políticas, como o general Mourão, manifestaram discordância com a prisão, argumentando que Bolsonaro não representa uma ameaça à ordem pública. O caso segue gerando debates acalorados e polarização no país.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






