Dólar Ignora Alívio de Trump e Dispara; Ibovespa Cede em Contramão ao Mercado Global

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Apesar da suspensão das tarifas americanas sobre produtos agrícolas brasileiros, o mercado financeiro doméstico apresentou um desempenho destoante nesta sexta-feira. O dólar à vista saltou 1,18%, atingindo R$ 5,40, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,39%, fechando aos 154.770,10 pontos. Essa reação surpreendeu, considerando a medida da Casa Branca que zerou tarifas de 40% sobre diversos produtos, como carne bovina, cacau, café e outros itens agrícolas.

Analistas apontam que a cautela dos investidores e a busca por segurança impulsionaram a alta do dólar. Em momentos de incerteza, a moeda americana tradicionalmente funciona como um porto seguro, atraindo capital e pressionando o mercado de ações. “Os resultados refletem um apetite limitado por aplicações de risco”, explica um especialista do setor.

Curiosamente, o movimento no Brasil destoou do cenário internacional. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas fortes, registrou queda, indicando uma perda de força da moeda americana globalmente. Paralelamente, as principais bolsas americanas operaram em alta, com o S&P 500, Dow Jones e Nasdaq exibindo ganhos robustos.

A expectativa de um possível corte nas taxas de juros americanas pelo Federal Reserve (Fed) impulsionou o otimismo nos mercados globais. Declarações de membros do Fed reacenderam a esperança de uma nova redução em dezembro, o que havia perdido força nos últimos dias. John Williams, diretor do Fed, afirmou que há espaço para ajustes na taxa no curto prazo.

Outro fator que influenciou o mercado brasileiro foi o ajuste pós-feriado da Consciência Negra, com investidores reagindo aos dados de criação de vagas nos EUA divulgados na quinta-feira. Além disso, o enfraquecimento das commodities, como o minério de ferro e o petróleo Brent, também contribuiu para a perda de força do real frente ao dólar.

Fonte: http://www.metropoles.com