A Universidade de São Paulo (USP) reafirmou sua posição de destaque no cenário acadêmico internacional, sendo eleita, pelo terceiro ano consecutivo, a melhor universidade ibero-americana no prestigiado Academic Ranking of World Universities (ARWU) 2025. A USP se mantém como a única instituição latino-americana a figurar entre as 150 melhores do mundo, de acordo com a consultoria chinesa Shanghai Ranking Consultancy.
O ranking ARWU, divulgado na última sexta-feira, avaliou mais de 2.500 instituições de ensino superior em todo o mundo, classificando as mil melhores. Dentro desse seleto grupo, o Brasil se destaca com 18 universidades presentes. A USP se manteve na faixa de classificação entre a 101ª e a 150ª posições, consolidando sua liderança na América Latina, Espanha e Portugal.
No topo do ranking, a Universidade de Harvard mantém sua hegemonia, ocupando o primeiro lugar pelo 23º ano consecutivo. Em seguida, aparecem a Universidade Stanford e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), ambas instituições norte-americanas. A predominância dos Estados Unidos se confirma com oito universidades entre as dez melhores do mundo, com exceção da Universidade de Cambridge e da Universidade de Oxford, ambas do Reino Unido.
Embora a China apresente um maior número de universidades no ranking geral (244) em comparação com os Estados Unidos (183), as instituições americanas lideram o grupo das 100 melhores, com 37 representantes, enquanto a China possui 15. Esse dado revela a concentração de excelência acadêmica nas universidades dos EUA.
Além da USP, outras universidades brasileiras também obtiveram reconhecimento no ARWU. A Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) figuram entre as 500 melhores instituições, enquanto a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão classificadas na faixa 501-600.
O ARWU, publicado desde 2003, é um dos rankings universitários mais respeitados e influentes do mundo. A metodologia de avaliação considera seis indicadores-chave, incluindo o número de ex-alunos e professores laureados com o Prêmio Nobel, a quantidade de pesquisadores mais citados, o volume de artigos publicados em revistas de alto impacto como Nature e Science, e o desempenho da pesquisa em relação ao tamanho da instituição.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






