Lula Impõe Condições para Exploração de Minerais Críticos: ‘Industrialização ou Nada’

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Em visita oficial a Moçambique, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) endureceu o discurso sobre a exploração de minerais críticos no Brasil. Lula declarou que o país não permitirá a simples exportação desses recursos, exigindo que empresas interessadas instalem indústrias em território nacional para gerar valor e renda para a população brasileira.

“Nós não vamos ser exportadores dos minerais críticos”, enfatizou Lula durante o encontro empresarial Brasil-Moçambique. “Se quiser, vai ter que industrializar no nosso país, para que o nosso país possa ganhar esse dinheiro.” A medida visa garantir que o Brasil se beneficie plenamente de suas riquezas naturais.

O presidente também ressaltou a importância de que os países definam de forma soberana as necessidades e os modelos de exploração de seus recursos minerais. Essa postura demonstra uma preocupação com a autonomia nacional na gestão de ativos estratégicos.

Essa nova diretriz surge em um contexto de crescente interesse internacional, especialmente dos Estados Unidos, na exploração de terras raras e minerais críticos no Brasil, que detém a segunda maior reserva mundial desses materiais, representando 25% do total. As terras raras são cruciais para a fabricação de diversos produtos de alta tecnologia, como smartphones e equipamentos de defesa.

Em outubro, o governo federal já havia criado o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), com o objetivo de assessorar o presidente na formulação de políticas para o setor de minerais críticos. A iniciativa sinaliza um esforço para regular e otimizar a exploração desses recursos, alinhando-a com os interesses nacionais de desenvolvimento industrial e tecnológico.

Lula concluiu seu pronunciamento com um alerta sobre o risco de exploração predatória: “Ou nós aproveitamos essas riquezas que Deus nos deu e fazemos disso uma riqueza para o nosso povo, ou nós vamos ver os países de sempre cavarem buraco no nosso país, levarem o nosso minério, e a gente ficar com a fome e a pobreza”.

Fonte: http://www.metropoles.com