Galípolo Defende Atuação do BC no Caso Master e Alerta para Limitações de Recursos

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, abordou nesta terça-feira a atuação da autarquia no caso do Banco Master, defendendo que o BC está sempre sob escrutínio por suas ações e omissões. Ele ressaltou a importância de decisões juridicamente fundamentadas, indo além do debate público, para avançar em processos como vetos ou liquidações bancárias.

Galípolo explicou que o BC frequentemente responde a questionamentos de órgãos de controle, tanto pelo que fez quanto pelo que deixou de fazer. “Você está sujeito, a todo momento, a ser questionado sobre o que você fez e o que você não fez, ainda que isso sejam direções diametralmente opostas”, observou, enfatizando que não cabe ao BC julgar a conveniência de investimentos.

No caso específico do Banco Master, Galípolo informou que a fiscalização do BC identificou irregularidades que levaram ao desfazimento de operações. Atualmente, o foco está em auditorias sobre os ativos resultantes dessas operações, com o objetivo de garantir a conformidade e a solidez do sistema financeiro.

O presidente do BC esclareceu que investigações sobre motivações além da liquidez e valores de ativos são da competência do Ministério Público, Polícia Federal e Justiça. Ele alertou que ações fora do escopo do BC poderiam onerar o erário público, enfatizando a necessidade de seguir os protocolos estabelecidos.

Em audiência no Senado, Galípolo também comentou sobre pontos que chamam a atenção em liquidações extrajudiciais. Ele destacou que a emissão de CDBs a altas taxas ou a participação de acionistas em eventos sociais não configuram, por si só, irregularidades a serem questionadas pelo regulador.

O que despertou a atenção no caso Master, segundo Galípolo, foi a venda de ativos por uma instituição com problemas de liquidez. “Ora, o problema original não era justamente a falta de liquidez? Então é raro você ver uma instituição que está sofrendo algum tipo de restrição de liquidez constituir uma carteira”, questionou.

Galípolo relatou que o BC identificou inconsistências na carteira de crédito transacionada e não encontrou evidências que corroborassem a existência das operações. “A partir daí, a gente sai da esfera administrativa e de regulação e vai para uma outra esfera”, explicou, mencionando a comunicação ao Ministério Público sobre possíveis fraudes.

Por fim, Galípolo reforçou a necessidade de aprovação da PEC 65, que concede autonomia administrativa, financeira e orçamentária ao Banco Central. “Hoje, infelizmente, o Banco Central padece da ausência de recursos. Por isso o pedido de ajuda relativo à PEC”, concluiu, enfatizando a importância de recursos adequados para a fiscalização do sistema financeiro.

Fonte: http://www.infomoney.com.br