O mercado financeiro brasileiro respondeu positivamente nesta terça-feira (25/11) a sinais promissores tanto no cenário doméstico quanto internacional. O dólar recuou 0,35%, fixando-se em R$ 5,37, enquanto o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o dia em alta de 0,43%, alcançando 155.941,61 pontos. A expectativa de cortes nas taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos foi o principal motor desses movimentos.
No âmbito interno, as declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central (BC), Nilton David, influenciaram as expectativas. Ao descartar a possibilidade de novas elevações na taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, David sinalizou uma mudança de postura do BC. “Aumentar os juros não está mais no cenário-base do BC”, afirmou, direcionando o foco para o momento oportuno para o início dos cortes.
Paralelamente, dados econômicos dos Estados Unidos trouxeram alívio e otimismo. A divulgação de uma inflação dentro das previsões e indicadores de emprego mais fracos reforçaram a crença de que o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, poderá iniciar a redução de juros já em dezembro. As chances de um corte de 0,25 ponto percentual são estimadas em 84,7%, segundo a ferramenta FedWatch do CME Group.
Contudo, outros fatores também exerceram influência no câmbio, como aponta Nicolas Gass, estrategista de investimentos da GT Capital. Além dos dados econômicos e da expectativa de juros mais baixos, Gass destaca o impacto de “notícias sobre o possível acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia” no mercado de câmbio.
No Brasil, a atenção dos investidores permanece voltada para a questão fiscal e a tramitação de projetos com impacto nas contas públicas. Em particular, a votação no Senado do projeto que prevê aposentadoria especial para agentes de saúde, com um impacto fiscal estimado em R$ 11 bilhões nos próximos três anos, é acompanhada de perto, em um momento onde o equilíbrio das contas públicas é crucial.
Fonte: http://www.metropoles.com






