Os preços do minério de ferro enfrentam pressão de baixa, influenciados por dois fatores cruciais: a iminente redução na produção de aço na China e as novas restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos. A combinação desses eventos globais está gerando incertezas no mercado, afetando as negociações futuras do minério.
Na China, a proximidade do desfile militar em Pequim, agendado para 3 de setembro, motivou o governo a ordenar cortes na produção siderúrgica. A medida visa melhorar a qualidade do ar na capital durante o evento, impactando diretamente a demanda por matérias-primas. “Os cortes planejados são menos severos do que os rumores anteriores, limitando o impacto na demanda”, ponderaram analistas do ANZ.
Paralelamente, os Estados Unidos anunciaram novas medidas restritivas sobre importações de produtos chineses, incluindo aço, cobre e lítio, alegando preocupações com direitos humanos. Além disso, a tarifa de 50% sobre aço e alumínio foi ampliada para mais de 400 produtos, visando proteger as indústrias norte-americanas. O movimento protecionista gerou debates, inclusive com empresas como a Tesla argumentando sobre a insuficiência da produção local de aço.
No que tange à oferta, dados da consultoria Mysteel indicam uma recuperação nos embarques de minério de ferro provenientes da Austrália e do Brasil, com destaque para o aumento nas exportações da gigante brasileira Vale. O aumento na oferta, combinado com a redução potencial na demanda, contribui para o cenário de pressão sobre os preços do minério de ferro nos mercados globais.
Diante desse cenário complexo, o contrato de janeiro do minério de ferro na Bolsa de Dalian (DCE) da China apresentou uma queda de 0,19%, cotado a 769 iuanes (US$107,09) por tonelada. Similarmente, o minério de ferro de referência de setembro na Bolsa de Cingapura registrou um recuo de 0,25%, atingindo US$100,8 por tonelada.
Fonte: http://www.infomoney.com.br






