Fim de um ciclo? Especialistas debatem se o halving ainda dita o ritmo do Bitcoin

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O Bitcoin, desde sua criação, apresentou um ciclo de valorização atrelado ao halving, evento que corta pela metade a recompensa dos mineradores a cada quatro anos. Essa redução na emissão de novas moedas historicamente impulsionou o preço da criptomoeda, criando um padrão de mercado que muitos investidores observavam atentamente. No entanto, esse padrão, que parecia tão previsível, está sob questionamento.

O próximo halving está previsto para 2028, mas será que o ciclo de alta pós-halving ainda se manterá? Especialistas divergem sobre o tema. Alguns acreditam que o ciclo ainda existe, mas diluído em um mercado mais complexo, enquanto outros defendem que ele já não é mais um fator determinante para o preço do Bitcoin.

Julián Colombo, diretor da Bitso, argumenta que o ciclo ainda é relevante, mas divide espaço com fatores macroeconômicos e fluxos institucionais. “O ciclo não morreu, mas está sendo transformado”, completa Paulo Aragão, economista e host do podcast Giro Bitcoin, ressaltando a crescente correlação da criptomoeda com a liquidez global e a influência de ETFs.

Por outro lado, Sarah Uska, analista do Bitybank, é enfática: “esse padrão já está ultrapassado”. A entrada de grandes instituições, como gestoras, fundos de investimento e bancos, trouxe uma demanda mais constante e regulamentada, alterando a dinâmica tradicional do mercado. Além disso, a atenção dos investidores às decisões dos bancos centrais, principalmente o dos Estados Unidos, diminuiu o peso do halving na precificação do ativo.

Se o halving não é mais o principal motor, qual o seu papel? André Franco, CEO da Boost Research, acredita que ele terá um “efeito psicológico” e continuará sendo “um marco técnico interessante”. Colombo complementa, afirmando que o evento ainda exerce influência “tanto pela redução estrutural da oferta, quanto pelo seu peso psicológico no mercado”. O fim da previsibilidade absoluta, segundo ele, pode ser positivo, evitando movimentos especulativos baseados apenas em datas.

Fonte: http://www.infomoney.com.br