O Museu do Louvre, um dos mais prestigiados do mundo, anunciou um aumento de 45% no preço dos ingressos para visitantes de fora do Espaço Econômico Europeu (EEE). A medida, que entrará em vigor em 14 de janeiro de 2026, eleva o custo para €32 (aproximadamente R$198), um acréscimo de €10 em relação ao valor atual. A decisão visa sanar problemas estruturais e financiar projetos de renovação do museu.
O aumento de preços, defendido pelo governo francês, é alvo de críticas por parte dos sindicatos de funcionários, que o consideram discriminatório e prejudicial à universalidade do acesso à cultura. “Este aumento desproporcional e inaceitável […] não contribui para alcançar a universalidade pretendida, uma vez que dificulta o acesso às nossas coleções”, afirmou o sindicato CGT em comunicado.
Segundo o Louvre, a expectativa é gerar entre €15 milhões e €20 milhões anuais em receita adicional com a nova política de preços. Esses recursos serão destinados a resolver “problemas estruturais” e financiar projetos ambiciosos, incluindo a renovação do museu, estimada em mais de um bilhão de euros pelo Tribunal de Contas.
A medida surge em um momento de turbulência para o Louvre, marcado por recentes incidentes de segurança, como o roubo ocorrido em outubro. Um relatório do Tribunal de Contas revelou que o museu enfrenta uma “montanha de investimentos que não consegue financiar”, evidenciando a necessidade de priorização de projetos e a busca por novas fontes de receita.
Outros importantes pontos turísticos franceses também estão considerando ajustes em suas políticas de preços. O Palácio de Versalhes, por exemplo, avalia aumentar em três euros o valor das visitas individuais para não residentes do EEE. Segundo a ministra da Cultura, Rachida Dati, uma precificação diferenciada se tornará uma prática comum em instituições culturais nacionais a partir de 2026.
Fonte: http://www.metropoles.com






