Tensões EUA-Brasil Derrubam Ações Bancárias: Bancos Perdem R$41 Bilhões em Valor de Mercado

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As ações dos principais bancos brasileiros sofreram um forte revés na terça-feira (19/8), refletindo a crescente apreensão dos investidores diante do embate entre os Estados Unidos e o sistema judiciário do Brasil. A escalada da tensão, impulsionada por decisões recentes e declarações de ambos os lados, lançou uma sombra de incerteza sobre o mercado financeiro.

O impacto da turbulência se traduziu em uma expressiva perda de R$ 41,3 bilhões em valor de mercado das instituições financeiras. A derrocada generalizada atingiu os principais players do setor, com quedas acentuadas nas ações de Itaú, Bradesco, BTG Pactual, Santander e Banco do Brasil. O Ibovespa, principal índice da B3, também sentiu o golpe, fechando em baixa de 2,1%, o maior tombo diário desde abril.

Especificamente, as ações do Banco do Brasil lideraram as perdas, afundando 6,03%, seguidas pelo Santander, com queda de 4,88%. Itaú, Bradesco e BTG Pactual também registraram baixas significativas, demonstrando o alcance do impacto negativo sobre o setor. A Bloomberg detalhou as perdas individuais em valor de mercado: Itaú liderou com R$ 14,71 bilhões, seguido por BTG Pactual (R$ 10,747 bilhões), Banco do Brasil (R$ 7,278 bilhões), Bradesco (R$ 5,4 bilhões) e Santander (R$ 3,2 bilhões).

A raiz dessa instabilidade reside em uma decisão recente do ministro Flávio Dino, do STF, que proíbe empresas com atuação no Brasil de aplicarem restrições ou bloqueios com base em determinações unilaterais de outros países. A medida, que visa proteger a soberania jurídica brasileira, provocou uma reação imediata do governo norte-americano. O Escritório de Assuntos do Ocidente manifestou-se, por meio do X (antigo Twitter), defendendo a validade das sanções impostas pelos EUA e criticando a decisão do STF.

Analistas de mercado apontam que a decisão do STF coloca os bancos brasileiros em uma posição delicada, forçando-os a escolher entre o cumprimento das leis brasileiras e o respeito às sanções americanas. A Lei Magnitsky, que visa punir violadores de direitos humanos, prevê severas penalidades, como bloqueio de bens e proibição de transações com empresas americanas. “Os bancos brasileiros negociam nos EUA e têm contratos com instituições financeiras do país, operam com dólar, estão inseridos no sistema financeiro internacional e dependem tecnologicamente de empresas norte-americanas”, resume a situação complexa em que o setor se encontra.

Fonte: http://www.metropoles.com