O mercado financeiro global abriu a semana sob forte tensão, com a crescente expectativa em torno da política monetária americana. No Brasil, o dólar à vista fechou em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,35. Simultaneamente, o Ibovespa, principal índice da B3, registrou queda de 0,35%, encerrando o dia aos 158.520,44 pontos.
Essa movimentação reflete uma postura de cautela generalizada, com investidores globais aguardando ansiosamente o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. Sua fala, proferida no Hoover Institution, um centro de debates da Universidade Stanford, é vista como crucial para indicar os próximos passos da política econômica dos EUA. A expectativa é que Powell ofereça sinais sobre um possível corte nas taxas de juros, atualmente fixadas entre 3,75% e 4,00%.
Além da atenção voltada para os EUA, o mercado também reagiu ao leilão de títulos da dívida pública japonesa, que elevou o retorno dos papéis com vencimento em dois anos ao patamar mais alto desde 2008. Essa alta, impulsionada por sinais de um possível aumento das taxas de juros no Japão, exerceu pressão sobre os títulos do Tesouro dos EUA, que também apresentaram avanço.
Na Europa, os principais índices de ações fecharam em queda generalizada, com o Stoxx 600, o FTSE 100, o DAX e o CAC 40 registrando baixas de 0,23%, 0,18%, 1,04% e 0,32%, respectivamente. Em Nova York, a tendência negativa se manteve, com o S&P 500, o Dow Jones e o Nasdaq operando em queda durante a tarde.
Em contrapartida, em meio à aversão ao risco, o ouro se destacou como porto seguro. Os contratos futuros do metal com vencimento em dezembro encerraram o pregão em alta de 0,50%, cotados a US$ 4,23 mil a onça-troy. No cenário doméstico, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reiterou a manutenção da taxa Selic no patamar atual de 15% ao ano, afirmando que não houve mudanças significativas no cenário econômico que justificassem uma alteração na perspectiva.
Fonte: http://www.metropoles.com






