Morte da ‘Barbie Humana’: Justiça investiga homicídio após indícios de violência e reviravolta no caso

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A morte da modelo e influenciadora Bárbara Jankavski Marquez, conhecida como ‘Barbie Humana’, tomou um novo rumo. A Justiça de São Paulo determinou a transferência da investigação da Vara Criminal para a Vara do Júri, atendendo a um pedido do Ministério Público e da família da vítima.

Essa decisão indica que o Poder Judiciário considera a possibilidade de Bárbara ter sido vítima de um crime doloso contra a vida. Inicialmente, o 7º Distrito Policial (DP) da Lapa pretendia concluir o inquérito como morte acidental decorrente do uso de cocaína.

Bárbara foi encontrada morta em 2 de novembro na residência do defensor público Renato De Vitto, de 51 anos. O caso ganhou repercussão e agora levanta suspeitas de homicídio, com a família apontando sinais de violência no corpo da modelo.

O Ministério Público e a defesa da família de Bárbara Jankavski solicitaram a mudança de vara judicial com base na suspeita de homicídio. Eles alegam que havia sinais de violência física no corpo da influenciadora, como lesões no olho, pescoço e pernas. Essa suspeita contrapõe a versão inicial de morte acidental.

A decisão de mover o caso para o Tribunal do Júri visa garantir uma análise mais aprofundada das provas por um promotor e um juiz especializados em crimes contra a vida. Os advogados da família sugeriram que o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) assuma a apuração.

Renato De Vitto, o defensor público que estava na residência onde Bárbara foi encontrada, alega que contratou a modelo como garota de programa e que ambos consumiram cocaína. Segundo seu depoimento, Bárbara dormiu e não acordou, levando-o a acionar o SAMU.

O defensor público afirma que tentou reanimar a vítima com massagem cardíaca por nove minutos. A Polícia Militar encontrou Bárbara seminua e com manchas pelo corpo, porém, uma amiga de Renato justificou as lesões, afirmando ter visto a vítima caindo e se machucando.

O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) confirmou que a causa da morte foi “choque cardiogênico, decorrente de intoxicação exógena aguda”. No entanto, a perícia não relaciona as lesões encontradas a possíveis agressões, o que levanta questionamentos.

A defesa da família questiona a investigação, apontando falhas processuais como a ausência de exame de corpo de delito nas pessoas presentes na casa, a não coleta de material genético sob as unhas da vítima e a falta de análise dos telefones celulares dos envolvidos.

A defesa da família cogita pedir um novo laudo pericial ou até mesmo a exumação do corpo, alegando que a quantidade de cocaína encontrada no organismo de Bárbara não seria suficiente para causar-lhe a morte. A busca por respostas continua.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) reafirmou que a investigação prossegue no 7º DP, ressaltando que os exames periciais apontaram a intoxicação química como causa da morte. Enquanto isso, Renato De Vitto se afastou temporariamente de suas funções na Defensoria Pública, alegando estresse pós-traumático.

Bárbara Jankavski, seguida por mais de 400 mil pessoas, era conhecida como ‘Boneca Desumana’ devido às 27 cirurgias plásticas que realizou para se parecer com a Barbie. O caso continua a gerar grande repercussão e levanta debates sobre as circunstâncias de sua morte.

Fonte: http://baccinoticias.com.br